quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Retrospecto do Botafogo em 2010

Campeonato Carioca:
a diretoria do Botafogo investiu bastante no time para a disputa do estadual, garantiu a permanência do goleiro Jefférson, contratou os atacantes Herrera e Loco Abreu, montou uma defesa forte com as contratações de Fábio Ferreira e Antônio Carlos, o começo foi dificil para o time, após a goleada sofrida de 6x0 diante do Vasco, o Clube demitiu o técnico Estevam Soares e trouxe Joel Santana que tratou logo de "sacudir, levantar a poeira e dar a volta por cima" Joel montou um time competitivo e com toda a sua experiência levou o Botafogo ao título estadual de 2010 vencendo os 2 turnos, o titulo mais impossivel que o Botafogo conquistou em toda sua história.

Copa do Brasil:
na Copa do Brasil o Alvinegro foi eliminado na 2ª fase para o Santa Cruz dentro do Engenhão,
sofrendo um gol nos acréscimos.

Homenagens e Comemorações:
No ínicio do ano a Torcida Alvinegra juntamente com o Clube "eternizou" Mané Garrincha no Engenhão ao lado do monumento dedicado ao seu compadre Nilton Santos, o grande ídolo Jairzinho também foi "eternizado" no Engenhão com uma estatua em sua homenagem, os monumentos são grandes obras do escultor Edgar Duvivier, O Glorioso completou em 2010, 106 anos de existência, comemorou também 21 anos do título histórico de 1989, e no último dia 25/09 o Glorioso comemorou 100 anos do Estadual de 1910.

Convocações:

O time que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira está novamente no cenário principal do país. Após ser representado por Garrincha, Didi, Nílton Santos, Zagalo e Manga, o Botafogo novamente coloca um jogador na Seleção pentacampeã Mundial. Em sua primeira convocação à frente do Brasil, o técnico Mano Menezes acabou com o jejum de 12 anos do Alvinegro ao escalar o goleiro Jefferson. A última vez em que o clube da Estrela Solitária esteve na equipe principal do país, foi na Copa do Mundo de 98, na França, quando os já veteranos Bebeto e Gonçalves conquistaram o vice-campeonato Mundial. Já o atacante El Loco Abreu representou o Glorioso na Copa do mundo de 2010 atuando pela Seleção do Uruguai.

Quebras de Tabus:

2010 foi o ano em que o Botafogo quebrou muitos tabus, o principal deles foi a conquista do Campeonato Carioca em cima do maior rival do Glorioso nos últimos anos, o Flamengo, após ser tri-vice pro Flamengo 2007/2008/2009, o Alvinegro conquistou em grande estilo e com direito a ''cavadinha'' de Loco Abreu no gol do título o título e quebrou o tabu de ser vice e acabou com a "fama" do quase, outro tabu quebrado foi vencer o São Paulo no Morumbi, o que não acontecia há 15 anos, desde 1995, quando o clube foi campeão brasileiro. além desses tabus o Botafogo também conseguiu ceder um jogador para a copa do mundo o que não acontencia desde 1998, o uruguai El Loco Abreu foi o Botafogo no Mundial de 2010 e o goleirão Jefférson recolocou o Glorioso na Seleção Brasileira.

Campeonato Brasileiro:

O Glorioso faz uma boa campanha no Brasileirão, brigando pelas primeiras posições na tabela o Time lutou até a ultima rodada para entrar no G3 e conquistar uma vaga na Libertadores da América de 2011. No meio do campeonato o Alvinegro sofreu uma baixa importante para o restante da temporada, o meia Maicosuel sofreu uma grave lesão e só voltou ao time em 2011. o time terminou em 6º lugar, a melhor campanha desde o titulo de 95

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Glorioso há 100 anos

Botafogo comemora 100 anos do título histórico

Time de 1910 atropelou os rivais no Campeonato Carioca

Bem antes da época de ouro e de ídolos como Garrincha e Nilton Santos, um grupo fez História ao ganhar o Carioca de 1910. O então Botafogo Football Club passou a ser chamado de Glorioso.

A campanha do “scratch” em 1910 foi avassaladora e contou com goleada de 6 a 1 sobre o Fluminense. Após o jogo, que deu o primeiro título inquestionável ao Botafogo, a imprensa adotou o Glorioso.

Entenda a origem do apelido

Motivo
Após perder na primeira rodada, o Botafogo venceu os outros nove duelos, quase todos por goleadas. Ao fim da competição, o Glorioso marcou 66 gols, com um média de 6,6 por partida.

O responsável
Nos dias seguintes ao título, a imprensa adotou de vez o apelido, que era falado por poucos, por causa da campanha impressionante. A alcunha pegou.

Sede da Voluntários da Pátria
As cartas enviadas ao Botafogo tinham como remetente apenas “Ao Glorioso”, sem o endereço da casa alvinegra. Atualmente, no lugar da primeira sede do clube, e do estádio do título de 1910, encontra-se a Cobal de Humaitá.

Loco Abreu representa o Botafogo na Copa do mundo de 2010

Abreu repete cobrança que levou Bota ao título e celebra: "entramos para história"

Sebástian Abreu é constantemente convocado para a Seleção Uruguaia, pela qual já disputou diversas competições como a Copa América de 1997, Copa América de 2007 e a Copa do Mundo FIFA de 2002. Atualmente, El Loco está à apenas 1 gol de se tornar o maior goleador de sua seleção. O uruguaio disputou a Copa do Mundo FIFA de 2010, cedido pelo Botafogo, chegando à competição como o jogador com maior número de gols marcados na carreira entre os 736 inscritos na competição. Antes do Mundial da África do Sul ele havia anotado 305 gols na carreira, três a mais que o francês Thierry Henry. Abreu foi decisivo para a vitória, nos pênaltis, contra Gana. Ele cobrou a última penalidade e marcou o gol, também de cavadinha, que garantiu o Uruguai nas semi-finais da Copa do Mundo FIFA de 2010.

Título do Estadual de 1989 do Botafogo completa 21 anos

Campeonato encerrou um longo jejum de 21 anos sem conquistas

Com uma passada rápida pelos livros de história dá para perceber que 1989 foi um ano movido por transformações. O Muro de Berlim caiu, aconteceram eleições diretas para presidente no Brasil e o Botafogo foi campeão. O último fato hoje parece normal, mas há exatamente 21 anos, no dia 21 de junho, a conquista significou o renascimento de um clube que estava na fila de títulos havia 21 anos.


A história tem muitos 21, mas o torcedor alvinegro certamente não se importa em ver o número repetido, já que a superstição caminhou ao lado do Glorioso naquele Carioca. Autor do gol que deu ao Glorioso o título invicto, diante do Flamengo, Maurício se emociona ao recordar o momento de glória.

– Quando estava no Bota, jamais pensei que 21 anos depois seria um ídolo. Ser lembrado após tanto tempo é bonito demais. A bola caiu nos meus pés por destino. Balançar a rede foi uma obra de Deus – disse.

Entre tantas coincidências, o exatacante quer lançar ainda este ano o livro O Grito de Liberdade de um Povo, que está em fase final de produção. Com a obra que conta a caminhada no Estadual de 89, Maurício quer resgatar a história de redenção e ajudar muita gente.

– Quero dividir minha alegria com todos. Vou lançar um livro e a renda irá para projetos sociais, além do Nilton Santos – destacou.

Companheiro de Maurício no ataque, Paulinho Criciúma resumiu o sentimento dos campeões:

– Aquele grupo é único e o título estava escrito na Estrela Solitária.

Fonte: Lancenet

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Título carioca de 2010 concretiza ‘profecia’ dos Trapalhões de 1989

Trecho de “A Princesa Xuxa e os Trapalhões” ganhou destaque após a conquista da Taça Guanabara pelo Alvinegro com a vitória sobre o Vasco

Agora sim terá gente confirmando: o filme dos Trapalhões de 1989 foi mesmo uma profecia. O trecho de “A Princesa Xuxa e os Trapalhões”, que ganhou destaque após a conquista da Taça Guanabara pelo Botafogo com a vitória sobre o Vasco, por 2 a 0, volta a ser lembrado agora que o Alvinegro conquistou também a Taça Rio e, consequentemente, o título do Campeonato Carioca.

Em uma das cenas do filme, que se passa no futuro, um menino encontra, em meio a informações do planeta Terra, um adesivo com a seguinte inscrição: “Botafogo – campeão 2010”. Sob o pretexto de brincar com o jejum de títulos do Glorioso (21 anos), findado em 89 com o gol de Maurício - justamente sobre o Flamengo - o filme fez com que os botafoguenses passassem a encarar o episódio como um possível prenúncio de sucesso na atual temporada.
Profecia ou não, o fato é que o Botafogo garantiu sua 19ª conquista do Carioca com a vitória por 2 a 1 sobre o Rubro-Negro, no Maracanã, depois de muito sofrimento. Os dois gols alvinegros foram marcados de pênalti, por Herrera e Loco Abreu. O Fla fez o seu com Vagner Love. Adriano ainda perdeu um pênalti na segunda etapa, defendido por Jefferson.

domingo, 26 de setembro de 2010

O Título e a Festa Botafoguense


A seleção do Campeonato Carioca 2010 foi escalada, em um evento realizado em uma casa de shows do Rio de Janeiro. E foi uma verdadeira celebração do Botafogo, clube campeão estadual depois de conquistar a Taça Guanabara e a Taça Rio. Cinco jogadores alvinegros foram escolhidos os melhores de suas posições, além do técnico Joel Santana, que foi o mais aplaudido da noite. O goleiro Jefferson foi apontado o craque, e o atacante Caio, a revelação. Vagner Love foi eleito o "Craque da Galera". Na cerimônia, o Botafogo também recebeu, oficialmente, a taça do Estadual.

Tabu quebrado, Botafogo vence o Flamengo e conquista o Título Carioca


Título incontestável

Foi um jogo nervoso, com três pênaltis, duas expulsões e muita provocações de ambos os lados. Um cenário perfeito para que enfim o Botafogo quebrasse a sina dos últimos anos e conquistasse o título carioca em cima de seu maior carrasco atual. Em um Maracanã vibrante, o Glorioso se deu melhor sobre o Flamengo por 2 a 1 e faturou a Taça Rio. Como já havia vencido a Taça Guanabara, a equipe de Joel Santana levou o prêmio duplo, o 19º título de sua história.

Esta foi a primeira vez desde 1998 que um clube carioca conquistou o título vencendo os dois turnos do Estadual. Os principais heróis da conquista foram o técnico Joel Santana, que soube levar um grupo contestado e que começou o campeonato sofrendo uma goleada de 6 a 0 para o Vasco, o uruguaio "Loco" Abreu, artilheiro e autor de um gol de pênalti com frieza na final, e o goleiro Jefferson, que pegou a cobrança de Adriano no segundo tempo e calou os críticos.

O clássico decisivo começou a mil, com muita disposição demonstrada por parte das duas equipes. Famintos pelo título, os dois times partiram para o ataque, dando bastante trabalho aos goleiros já nos minutos iniciais.

O corredor direito do campo foi o caminho escolhido pelo Rubro-Negro para investir sobre o adversário, quase sempre com Léo Moura. No meio, Michael procurou brechas para criar e servir o Adriano e Vagner Love na frente, mas encontrou dificuldades diante da fechada marcação alvinegra. Em comum, as duas equipes abusaram das jogadas aéreas em busca dos grandalhões “Loco” Abreu e Adriano, de cada lado do campo.

No Botafogo, surpreendentemente, o meio foi prioridade para criar as jogadas. A opção de Joel Santana por Somália na lateral-esquerda mostrava a preocupação do Fogão com a anulação de Léo Moura, o que, em partes, aconteceu. Portanto, o uniforme de garçom do ataque foi entregue à Renato Cajá, que dividiu a tarefa com Túlio Souza.

Mais ofensivo do que o rival no começo da partida, o Bota transformou suas investidas em resultado. Aos 20 minutos, Ronaldo Angelim derrubou Fábio Ferreira dentro da área e o juiz flagrou. Pênalti assinalado, pênalti convertido. Herrera bateu com força no contrapé de Bruno. Placar aberto para o Fogão.

Com o gol, o Flamengo acordou e passou a perturbar mais o goleiro Jefferson. Para intensificar a reação, Andrade sacou Vinícius Pacheco do banco de reservas para a saída de Toró. A mudança fez efeito, dando mais velocidade ao meio campo rubro-negro.

Enquanto um festival de cartões amarelos acontecia (oito até os 33 minutos), o Botafogo segurava como podia a vantagem que tinha em mãos. Mas o Flamengo não estava disposto largar o sonho do tetracampeonato tão fácil. No fim do primeiro tempo, aos 44 minutos, Michael levantou bola na área e, após tentativa fracassada de cabeçada de Adriano, foi Vagner Love que empurrou para as redes, com os pés, aproveitando a soneca de Antônio Carlos.

As equipes voltaram para a segunda etapa com a mesma escalação. Mas não demorou para que Joel Santana começasse a mostrar suas cartas na manga. Caio e Edno entraram no lugar de Túlio Souza e Renato, respectivamente. Era a tentativa do Glorioso de não estacionar atrás e partir para a vitória.

O festival de cartões continuava, e um deles foi fundamental para o trajeto da decisão. Aos 25 minutos, Maldonado cometeu a falta em Herrera, foi expulso, e mais uma penalidade estava assinalada. Desta vez, quem tratou de botar para dentro foi “Loco” Abreu. Com muita categoria, o uruguaio esperou a queda de Bruno para dar um toquinho na bola, que bateu no travessão e entrou. Virada do Fogão.

O jogo prosseguiu muito nervoso, e mais uma expulsão estava por vir. Fahel derrubou Adriano na área aos 33 e o árbitro marcou o terceiro pênalti da partida. Por reclamação, Herrera foi o segundo a ir para o vestiário mais cedo. Quando a torcida rubro-negra já esboçava comemoração pelo empate, Jefferson apareceu, se esticou no canto certo e defendeu a cobrança de Adriano.

Festa alvinegra nas arquibancadas do Maracanã. O Flamengo ainda pressionou no final, mas o Glorioso soube administrar o placar e se consagrou campeão carioca de 2010 antecipadamente.

FLAMENGO 1 X 2 BOTAFOGO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data/hora: 18/4/10 - 16h (de Brasília)

Renda/Público: R$ 1.677.565,00 / 50.303 pagantes

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)

Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Jackson Lourenço Massara dos Santos (RJ)

Cartões Amarelos: Bruno, Toró, Maldonado, Renato, Ronaldo Angelim, Somália, Alessandro, Túlio Souza, Vagner Love, Vinícius Pacheco, Leandro Guerreiro, Rodrigo Alvim, David

Cartões Vermelhos: Maldonado, Herrera

GOLS: Herrera 22'/1ºT (0-1), Vagner Love 44'/1ºT (1-1), Loco Abreu 26'/2ºT (1-2)

FLAMENGO: Bruno, Léo Moura, David, Angelim e Rodrigo Alvim; Toró (Vinicius Pacheco - 24'/1ºT), Willians, Toró e Michael; Adriano e Vagner Love. Técnico: Andrade.

BOTAFOGO: Jefferson, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Caio - 13'/2ºT), Renato (Edno - 19'/2ºT) e Somália; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana

SEMIFINAL DA TAÇA RIO - Botafogo 3x2 Fluminense

Bota vira e elimina o Flu

Se o Botafogo estava mais perto da conquista do Campeonato Carioca do que os outros grandes do Rio de Janeiro, essa distância diminuiu mais na noite deste sábado.Em um jogo cheio de surpresas, o Bota venceu o Fluminense por 3 a 2, no Maracanã, e garantiu sua vaga na final da Taça Rio. O adversário do alvinegro na decisão será conhecido neste domingo, na outra semifinal que será disputada entre Flamengo e Vasco.

Caso conquiste o returno do Carioca, o clube de General Severiano levantará o caneco do Estadual antecipadamente, já que faturou a Taça Guanabara.

O Clássico Vovô começou a mil no Maracanã. Apesar de as equipes entrarem em campo com a formação defensiva composta por três zagueiros, Botafogo e Fluminense partiram para o ataque nos minutos iniciais. E logo aos quatro minutos aconteceu o primeiro gol. Túlio Souza levantou bola na medida para Loco Abreu mandar de cabeça, no canto do gol de Rafael: 1 a 0 Botafogo.

Com o placar aberto, o Bota acabou sumindo no Maracanã. Após o gol, o que se viu em todo o restante da primeira etapa foi quase um massacre tricolor. Aos oito minutos, após bate e rebate dentro da área, Leandro Guerreiro colocou a mão na bola e o árbitro assinalou a penalidade. Era mesmo um jogo cheio de surpresas: Fred desperdiçou a cobrança, mandando a bola no travessão.

Mas a superioridade do Fluminense se manteve. Com Everton e Conca no meio, o Tricolor criava muitos mais oportunidades e encontrava espaços deixados pelo Alvinegro com facilidade. A recompensa veio só aos 27, quando Diguinho cruzou com categoria para Fred que só teve o trabalho de cabecear para dentro da rede de Jefferson.

O empate alcançado ainda não traduzia o domínio do Flu dentro das quatro linhas. O Botafogo sentia a ausência de Lucio Flavio e não mostrava criatividade na saída de bola. E assim o Fluminense virou. Aos 31, Alan avançou pela direita e tocou nos pés de Fred, que girou com talento sobre Fábio Ferreira e chutou firmemente no canto esquerdo de Jefferson.

A segunda grande chance do Botafogo só apareceu aos 36 minutos, após cruzamento na área, Fahel cabeceou com força, mas a bola passou por cima do gol. Aos 47, outro susto: gol anulado do Fogão. Não foi à toa, já que Herrera, impedido, ajeitou a bola com as mãos e marcou em seguida.

Na volta ao jogo, mudanças no Bota. Joel Santana tirou Sandro Silva e Túlio Souza para colocar Caio e Edno, respectivamente. Deu certo. Com mais mobilidade, o alvinegro voltou para o segundo tempo com outra cara. Mais veloz, o Botafogo ganhou em poder de fogo com as substituições. Prova disso foi o gol de empate, que partiu dos pés de Edno. O meia levantou bola na área, Fahel se livrou da marcação e guardou a redonda no canto esquerdo do gol de Rafael, que se atrapalhou ao tentar a defesa.

O panorama do clássico mudava mais uma vez. Após o empate, o time de Joel reagiu e passou mandar no clássico. A estrela de Joel Santana já havia brilhado uma vez, com o passe de Tulio Souza (escolhido para substituir Lucio Flavio) que originou o primeiro gol.

Mas um personagem que definiu momentos importantes para o Botafogo durante a temporada voltaria a decidir. Caio justificou o apelido de Talismã e, aos 25 minutos, matou bola aérea no peito e chutou de longe para marcar o terceiro do Botafogo.

O Fluminense tentou desordenadamente encontrar o gol de empate e até obrigou Jefferson a fazer difícil defesa no fim do jogo, mas o Botafogo dominou o jogo e perdeu chance com Loco Abreu. O time de Joel Santana conseguiu segurar o jogo e garantir a classificação para a final da Taça Rio. Agora o Botafogo está a uma vitória de conquistar o título do Campeonato Carioca.

BOTAFOGO 3 X 2 FLUMINENSE

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data/hora: 10/4/2010 - 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)

Cartões amarelos: Leandro Guerreiro, Antônio Carlos, Leandro Euzébio, Túlio Souza, Herrera, Alan, Gum

Cartão vermelho: Cássio (43'/2ºT)

GOLS: Loco Abreu 4'/1ºT (1-0), Fred 27'/1ºT (1-1), Fred 31'/1ºT (1-2), Fahel 15'/2ºT (2-2), Caio 25'/2ºT (3-2)

BOTAFOGO: Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva (Caio - intervalo), Túlio Souza (Edno) e Somália (Marcelo Cordeiro - 48'/2ºT); Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

FLUMINENSE: Rafael, Leandro Euzébio (Welington Silva - 27'/2ºT), Cássio e Gum; Mariano, Diguinho, Conca, Everton e Julio Cesar (Marquinho - 16'/2ºT); Alan (André Lima - 30'/2ºT) e Fred. Técnico: Cuca.

Fonte: Fifa.com

Taça Rio 2010


O Botafogo mesmo tendo ganho a Taça Guanabara priorizou a Taça Rio como uma grande oportunidade de liquidar logo o Campeonato, o Time fez uma ótima Campanha no 2º turno e terminou em 1º lugar no grupo B com 17 pontos se classificando para a semifinal do 2º turno do Campeonato Carioca.

REDENÇÃO BOTAFOGUENSE - Botafogo 2x0 Vasco


Parecia o roteiro de um filme. Em menos de um mês, o Botafogo saiu literalmente do fundo do poço para a glória. Na tarde de domingo doa dia 20 de fevereiro de 2010, a equipe venceu o Vasco por 2 a 0 no Maracanã e conquistou a Taça Guanabara pela sexta vez em sua história.

Empurrados por suas torcidas, Vasco e Botafogo iniciaram o jogo com muita disposição. Ao ataque, as duas equipes escolheram as laterais como melhor forma de buscar o gol. Aos quatro minutos, o Botafogo fez valer a escolha inicial e quase chegou lá. Pela esquerda, Lucio Flavio achou Loco Abreu, que se movimentou bem e por muito pouco não chegou na bola. Também pela esquerda de ataque, Carlos Alberto decidiu aparecer e foi acionado por diversas vezes, mas sem sucesso.

Longe de inspiração, mais uma vez o setor ofensivo do Bota ficou dependente das bolas áreas vindas da defesa. Apesar da luta, Loco Abreu e Herrera pouco produziram. Ainda assim, mais organizado em campo, o time saiu em busca do resultado. Em um dos tantos cruzamentos na área, Alessandro pegou firme na bola após falha da defesa vascaína e só não marcou porque Herrera tentou desviar para a rede e, ao invés de marcar, impediu a festa alvinegra. Se a ordem era buscar a bola aérea, Marcelo Cordeiro foi outro jogador que apareceu bastante, sempre presente nas jogadas de perigo.

Em geral, a primeira etapa deixou a desejar na parte técnica, apesar da vontade. Com o ritmo mais lento ao se aproximar do intervalo, o Vasco chegou mais forte e fez despertar o talento de Philippe Coutinho. Agora pelo meio, o jovem assustou a defesa adversária, mas pecou no último passe. Para desespero vascaíno, na chance mais clara de gol do time, Dodô titubeou e deixou a bola escapar do seu domínio.

Na volta do vestiário, a partida continuou morna e ambas as partes dividiram as oportunidades no ataque. Entre as chances perdidas, Herrera recebeu sozinho dentro da área e tentou encobrir Fernando Prass, mas o goleiro realizou bela defesa, aos dois minutos. Já pelo Vasco, Carlos Alberto subiu de produção e quase abriu o placar de fora da área, mas a bola foi para fora.

Em dificuldade, Joel Santana buscou seu talismã no banco de reservas e assim como nas semifinais contra o Flamengo, trocou Lucio Flavio, apagado em campo, por Caio. Na base da velocidade, a mudança surtiu efeito e mais uma vez, o atacante fez a diferença. Mais presente ofensivamente, Caio sofreu falta que resultou em escanteio. Na cobrança de Marcelo Cordeiro, Fábio Ferreira subiu mais alto que os zagueiros vascaínos e de cabeça, fez explodir a galera botafoguense.

Mais tranquilo com o gol, o Bota ainda ganhou um fôlego a mais com a expulsão de Nilton, aos 26 da segunda etapa, após carrinho desleal em Caio. Para tentar reverter a situação, Vagner Mancini avançou o Cruzmaltino com a entrada de Rodrigo Pimpão, mas o balde de água fria estava por vir. Em lance infantil, Titi recebeu cartão amarelo em falta na linha lateral e na jogada seguinte, puxou Loco Abreu dentro da área. Marcelo de Lima Henrique marcou a penalidade, expulsou Titi e deu a chance para o uruguaio marcar na decisão. De frente para Fernando Prass, El Loco colocou no canto esquerdo do goleiro e decretou de uma vez o dono do título.

Vasco 0 x 2 Botafogo

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 21/2/2010 - 17h1 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Ricardo Maurício Ferreira de Almeida (RJ)

Renda/público: R$ 2.078.890,00 / 66.957 pagantes
Cartões amarelos: Léo Gago, Titi (VAS); Marcelo Cordeiro, Fábio Ferreira (BOT)
Cartões vermelhos: Nilton, 26'/2ºT (VAS); Titi, 37'/2ºT (VAS)
Gols: Fábio Ferreira, 24'/2ºT (0-1); Loco Abreu, 39'/2ºT (0-2)

Vasco: Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Márcio Careca; Nilton, Souza (Rafael Carioca, 20'/2ºT), Léo Gago (Magno, intervalo), (Rodrigo Pimpão, 32'/2ºT) e Carlos Alberto; Philippe Coutinho e Dodô
Técnico: Vágner Mancini.

Botafogo: Jefferson, Fábio Ferreira, Fahel e Wellington; Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo, Lucio Flavio (Caio, 17'/2ºT) e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu (Renato, 41'/2ºT)
Técnico: Joel Santana.

SEMIFINAL DA TAÇA GB - Botafogo 2x1 Flamengo

Nas últimas horas da Quarta-Feira de Cinzas, o Botafogo iniciou o seu Carnaval. A vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, de virada, na semifinal da Taça Guanabara transformou o Maracanã em uma quadra de escola de samba, da qual só metade saiu comemorando. De quebra, o Alvinegro botou água no chope da festa de Adriano, que completou 28 anos nesta quarta-feira.

Vinícius Pacheco marcou o gol do Flamengo, mas o Alvinegro atacou pelo alto e Marcelo Cordeiro e o jovem Caio levaram o time para a decisão contra o Vasco.

Joel leva o Botafogo as semifinais da Taça Guanabara

Após golear o Resende, o Alvinegro se classificou em 2º lugar no grupo B com 18 pontos ganhos e foi a semifinal para enfrentar o Flamengo.

Joel Santana assume o Botafogo

Com a saída de Estevam Soares do comando do Botafogo, o clube não perdeu tempo e trouxe o técnico Joel Santana, Campeão Carioca de 1997 pelo Botafogo. "Papai Joel" Quando foi apresentado no Botafogo, em meio a uma crise agravada pela derrota por 6 a 0 para o Vasco, Joel Santana chamou para si a responsabilidade de liderar a volta por cima. Lembrando seu retrospecto na história do Campeonato Carioca, o treinador avisou: “A festa vai começar”.

BOTAFOGO 0X6 VASCO - O desastre!


Vasco faz seis no Botafogo

No dia 24/02/2010 Numa Tarde de uma grande homenagem ao eterno ídolo Garrincha sendo eternizado no Engenhão em forma de estátua, na estréia do atacante El Loco Abreu diante da torcida no Engenhão o Botafogo foi goleado pelo Vasco por 6x0 jogo disputado pela Taça Guanabara com show do ex Botafoguense Dodô marcando 3 dos 6 gols do Vasco. No dia seguinte o então técnico Estevam Soares foi demitido e Joel Santana assumiu o time para dar sequência no Campeonato Carioca.

terça-feira, 29 de junho de 2010

CRÔNICA - Ser Botafogo

Ser Botafogo é possuir uma espada de fogo e luz para enfrentar, iluminar e desbravar. É apreciar claras definições e alternativas extremas: a do branco e do negro. É ser súbito, safo, seguro de si. É saber o que quer e querer o que sabe. É ser estrela, solitária ou solidária, é tomar partido, ousar e desbravar. Ser Botafogo mistura nobreza sem aristocracia com popularidade sem demagogia. É furar, varar, ultrapassar, chegar, enfrentar pedradas, tormentas e adversidades e sempre conhecer a melhor matéria do próprio sonho. É insistir e crer onde os fracos desistem. É sobranceira, guerra, gorro, rasgo, Biriba, Carlito Rocha, Macaé e superstição. É adorar o embate para torrar e moer a emoção.Ser Botafogo é clarão do alto da montanha, é esquina carioca, atrito, vontade de "saldanhar" a opressão, é águia, água-forte, firmeza, mais ciência e fúria que pausa ou vacilação. Ser Botafogo é "garrinchar" a vida com a elegância de um Nilton Santos e as peraltices de Quarentinha. É gostar de peleja, vitalidade, capacidade de decidir, autenticidade, batida de limão, filé com fritas, passear na chuva, sanduíche de mortadela, filme de heroísmo, goleiro valente, contrastes intensos; é curar gripe com alho, mel e agrião. Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança. É deprimir-se e recolher-se até voltar a labareda. Aí é bater de frente, olhar firme, detestar receio, medo, pântano, mentira e derrisão. É conhecer o risco e ousá-lo e tudo fazer com categoria e vontade de viver. É vencer. Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura. Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior. É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização.

Artur da Távola

domingo, 27 de junho de 2010

CRÔNICA - De: Armando Nogueira, Para: Túlio Maravilha

"Quando ele está em campo não existe gol anônimo
Bola na pequena área é gol de Túlio
Abençoado fruto de uma parceria entre ele e a bola
Coisas do amor

"Túlio e bola são duas almas que se adivinham no recanto nada poético da grande área
Ele, sereno, glacial
Ela, chegando dissimilada para a trama final que fulminará o goleiro sem dó nem piedade

"O repertório de Túlio é inesgotável
Ora, a seta certeira é o pé direito
Ora, o pé esquerdo
Hoje dribla o goleiro, refinando o gol
Amanhã ele chuta de primeira, agudo como um raio
De cobertura, gol de cabeça, de calcanhar, gol de bicicleta

"Tardará muito até que o futebol invente um gênero de gol que Túlio ainda não tenha feito
A pequena área é o seu vasto mundo, que ele conhece como a planta do pé
Passa horas esquecido de tudo e de todos, como se não estivesse em campo
Traiçoeira ilusão. A solidão de Túlio é seguida sempre de uma inquietante reticência
De repente sobrevém a centelha e Túlio faz mais um gol

"Qual é, afinal, o segredo de Túlio?
Dirão os catedráticos que ele é um atleta superdotado
Com uma admirável harmonia neuromuscular
Dirão os detratores que Túlio tem muita sorte e pouco futebol
O segredo de Túlio, dirá uma alma singela, o segredo de Túlio é pura predestinação

"É sopro divino que ninguém ousa explicar
Assim como o rouxinol veio ao mundo com a sina de cantar,
Túlio veio ao mundo com o dom de fazer gol"

TEXTO - "Bem - Aventuranças'' de quem nasce Botafoguense

''Bem aventurado os guerreiros em preto e branco, que com um escudo no peito e uma bola nos pés, fizeram de cada batalha uma epopéia.
Bem aventurados os que tiveram a paciência, de esperar anos e anos, pela graça de um golzinho triunfal.
Bem aventurados os que desciam cada domingo, a rampa dos campos arrastando bandeira no cortejo da derrota.
Bem aventurados a estrela, que nunca se apagou na travessia de tantos infortúnios.
Eles bem merecem em plenitude um lugar no Reino dos Campeões.''

Armando Nogueira

TEXTO - Constelação de Estrelas Solitárias

Desde que nasci, ao olhar pro céu, só enxergo uma estrela.
Todos achavam que eu era louco, me mostravam diversas constelações,
Mas eu só via aquela lá, sozinha.
O mais estranho é que eu também a via de dia.
Cheguei muitas vezes duvidar do destino, e achar que aquela estrela solitária,
Nunca teria companhia.
Hoje, vejo uma multidão que se pinta de branco e preto ao vê-la.
Eles são especiais como eu.
Temos o dom de enxergar o que é, na verdade, bom.
Somos todos os lados da estrela,
Somos o grito que ecoa em cada vitória.
Somos parte dessa história.
Somos nós que brilharemos quando tudo estiver escuro.
Somos todos parte das conquistas do passado
E certeza das glórias do futuro.

(Mariana Stofel)

TEXTO - Botafogo, "Paixão Eterna"

“Quando nasci, mais uma estrela no céu brilhou,
Nascia comigo uma paixão,
Paixão que por vezes me deu alegria,
Mas sempre acompanhada de uma agonia,
Paixão que por vezes me trouxe profunda tristeza,
Mas sem nunca me deixar perder a certeza,
Certeza de que acima de qualquer coisa eu o amo,
Um amor que por muitas vezes não correspondido,
Será o chamado amor bandido?
Tentei ao máximo estar sempre ao seu lado,
Fiz de tudo pra estar contigo,
Ora voltava chorando ora voltava sorrindo,
Por mais fáceis que pareçam,
Nenhuma de nossas batalhas são simples,
Ou perdíamos uma conquista,
Ou a conquistávamos no último segundo,
Talvez por isso você seja tão diferente dos outros,
Afinal, há coisas que só acontecem com você!
Às vezes podemos pensar que isto tudo é puro azar,
Mas é esta a razão de tanto te amar,
Hoje, ao invés do coração,
Tenho uma estrela solitária que bate no peito,
E mesmo que a estrela se apague,
Tu és o glorioso,
E hás de ser, meu imenso prazer"

TEXTO - Botafogo, "A razão do nosso viver"

Quem nasce botafoguense, nasce eterno.
Nos dribles de Garrincha,
No brilho de Nilton Santos,
Na voz rouca da torcida,
No punho erguido apontado para as estrelas.

Para o botafoguense, o sangue não é vermelho.
É preto e branco.
Para o botafoguense, a bandeira não é o seu símbolo.
É a sua história.
Porque para o botafoguense,
futebol não é uma paixão.
É a sua vida.

TEXTO - Por Amor ao Botafogo

Ó meu único e eterno amor! Grande tu és e para sempre serás! Nada apagará a tua chama do meu coração, o orgulho de torcer por ti meu fogão! Cometo erros e me deixo entristecer, mas é porque sei que "não podes perder, perder para ninguém!”. Perdoa-me Glorioso, se o rejeitei e lhe disse que de ti me envergonhei. Foi um equívoco, pois hoje mais do que nunca me arrependo e digo que para sempre, todo o sempre o amarei. Não me deixes mais fraquejar! Seja herói em cada jogo e faça com que a Estrela Solitária siga sempre a brilhar. Que essa mesma estrela solitária conduza-o a glórias mil, pois é um orgulho para muitos desse imenso Brasil. Alvinegro, tu tens o mais belo manto sagrado de todos, não se deixe desbotar! Não apagues teu passado de glórias, retribuas com um futuro de vitórias! Perdão, amado meu! Meu coração é para sempre teu! Pela estrada dos louros, para sempre o seguirei! Aonde quer que estejas eu também estarei! Te amo meu fogão!!!

(Juliana Mendonça Carneiro)

TEXTO - Ser Botafoguense

Ser botafoguense é acreditar no imprevisível,
É acreditar no impossível.
É ser supersticioso.
Acreditar na sorte, nos céus,
Nos números, nos mínimos detalhes.
Imperceptíveis a um simples mortal.
É não ser um simples mortal

É Torcer e chorar.
É se emocionar ao cantar o hino,
Chorar ao ouvi-lo.
Cantá-lo em coro, fazendo do Maracanã, o lugar mais lindo do universo.
É ser um tempero a mais no Caldeirão,
Ter a mais absoluta certeza de que tudo seria diferente se lá estivesse:
Gritando, chorando e torcendo.
É fazê-lo ferver.
É apoiar e incentivar sempre,
Ainda que a situação pareça irrecuperável.

É um estado de espírito.
É tornar-se dependente de sua paixão.
É ter alma e coração voltados a uma Estrela Solitária,
Ser conduzido por ela,
E a Ela entregar seu destino.
É ter fé e acreditar na religião Botafogo.
É ter uma santa a quem creditar as vitórias.
É acreditar em todas as religiões,
Em todos os santos, em todos os deuses.

É fazer parte de uma história centenária, gloriosa.
É ser glorioso.

É ser humilhado, rebaixado,
É voltar à Primeira Divisão
Comemorá-la como o maior título da história.
Mesmo não sendo um título.
É ficar 21 anos sem ganhar um campeonatinho.
E conquistá-lo tão gloriosamente,
Logo sobre o eterno freguês,
Num show de emoções e superstições

É ter uma casa
Maravilhosa, histórica, linda e única.
É não aceitar perdê-la.
E é recuperá-la majestosamente.

É sofrer (e, uma vez ou outra, comemorar)...
Com as coisas que só acontecem a nós
Sair vitorioso e, principalmente, derrotado nos últimos minutos.
Mas sem abaixar a cabeça, jamais.
Mantê-la erguida,
Manter-se forte, otimista e orgulhoso.
Sempre.

É fazer da morte, uma nova vida, uma nova paixão;
Fazer do desastre, a recuperação;
Da tristeza, a felicidade;
Da crise, o título.
É ter o mais fantástico jogador de todos os tempos,
O mais profissional, competente, apaixonado e perfeito lateral esquerdo,
O maior descobridor de craques e filósofo da bola,
O maior presidente,
O cachorrinho mais apaixonante e sortudo,
E a camisa mais linda,
Como nenhum outro clube pode possuir.

Ser botafoguense é ser único.
Inconfundível, incomparável e incompreensível.

Ser botafoguense é virar poeta para expressar seus apaixonados sentimentos.


Gabriel Barreira

TEXTO - Aos Companheiros de escudo

"Orgulho de Ser Botafoguense"

"O time que tinha Didi, Amarildo e Zagallo, mas só era campeão porque o ônibus entrava de ré no maracanã;

O time de grandes ídolos que nunca foram campeões (Mendonça, Heleno, Alemão, Dirceu, Marinho Chagas, entre outros);

O time que viu o Vasco dar volta olímpica com uma caravela na cabeça, para depois perder o título, no campo e no tapetão (1990);

O time que impediu o flamengo de ganhar o único título que faltou em 1981 (o brasileiro);

O time daquelas horrorosas e lindas meias cinzas;

O time das estrelinhas amarelas que sumiram no novo milênio;

O time do Mendonça, que jogava de camisa 8 e short 13, para dar sorte;

O time da gemada do Carlito Rocha;

O time campeão carioca de 1997, em cima do Vasco, futuro campeão brasileiro daquele ano;

O time campeão carioca de 1989, em cima dos futuros tetra-campeões mundiais (Jorginho, Aldair, Leonardo, Zinho e Bebeto), mais o Zico e o Telê;

O time que, apesar de grande, não tem um lateral-esquerdo decente desde Rodrigues Neto (1978);

O time do Mané e seu compadre Nilton;

O time da vitória dos reservas sobre o flamengo de Romário e Sávio;

O time que atropelou o expresso da vitória do Vasco, em 1948;

O time dos 100 mil contra o Juventude, uma tragédia anunciada, a cara do clube;

O time dos meninos do Largo dos Leões;

O time daqueles que choram de alegria e riem da própria desgraça;

O time que tinha Garrincha, mas foi campeão carioca de 1962 porque jogou com camisas de mangas compridas em dezembro, para dar sorte;

O time recordista brasileiro de jogos invictos (52 jogos, entre 1977 e 1978, o time do camburão);

O time recordista de jogos invictos em campeonatos brasileiros (42 jogos, entre 1977 e 1978);

O time de maior número de jogadores cedidos à seleção brasileira em todas as copas;

O time tetra na década de 30;

O time da torcida de massa .... cinzenta! Olavo Bilac, Vinícius, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Clarice Lispector, Glauber Rocha, entre outros. Que linha!
O time do Túlio Maravilha, fanfarrão, debochado e, acima de tudo, herói;

O time de tantos craques;

O time do pênalti defendido pelo Max contra o Náutico na série B (2003);

O time de Paulinho Valentim e dos 6 x 2 no pó-de-arroz (1957);

O time de Sério Manoel, mais herói em 1999 do que em 1995;

O time da incrível derrota garfada no carioca de 1971;

O time Robin Hood, que ganha do flamengo e perde do Madureira;

O time da torcida que mais canta o hino em seus jogos;

O time do hino mais bonito do mundo (o américa que se dane!);

O time do Paulo Azeredo, Estelitta e Saldanha;

O time do falecido Mourisco;

O time campeão de 1907 e 1910;

O time conhecido como glorioso;

O time da maior goleada da história do futebol brasileiro, 24 x 0 sobre o Mangueira (1909);

O time que o Beckembauer procurou na tabela do brasileiro, não encontrou e achou um absurdo toda aquela tradição ter sido rebaixada para a série B (2003);

O time do seu Emil;

O time Cazuza, que foi ao inferno e voltou, várias vezes, a última em 2004;

O time que sempre viveu entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto);

O time que, vestindo a camisa do Brasil, rabiscou a Argentina, goleando por 4 x 1, com direito a um “olé” de 5 minutos no último gol (1968);

O time onze vezes seguidas campeão carioca de voleibol (1965-1975);

O time que foi o primeiro carioca campeão brasileiro de futebol (Taça Brasil – 1968);

O time que foi o primeiro campeão brasileiro de basquete (1967);

O time do Biriba;

O time que, nos pés do Mané, inventou o olé;

O time quase eliminado que voltou correndo de uma excursão para humilhar o flamengo no maracanã (4 x 1) e levar a Taça Guanabara de 1968;

O time do Carlos Imperial e do Sargentelli (saravá BOTAFOGO);

O time do Agnaldo Timóteo, que invadiu o campo e interrompeu uma partida para ensinar um pereba a bater penalti (1984); O time da Sonja, que chorou e paramos de perder, até sermos campeões invictos (1989);

O time do bruxo Espinosa, que sonhou de véspera com o placar piscando: “CAMPEÃO CARIOCA DE 1989”;

O time do mago Nilton Santos que previu o gol do Maurício (por causa da camisa 7), quando atacamos para o lado do “gol do Gighia”;

O time que inaugurou o campo de General Severiano colocando um pouco de terra de todos os estados do Brasil;

O time da estrela d’alva;

O time que é o único no Brasil campeão de dois séculos – remo, 1899 e os demais títulos;

O time do barco DIVA, primeiro campeão brasileiro (remo – 1902);

O time que ficou 3 anos sem ganhar um clássico, e quando ganhou foi campeão;

O time que foi campeão da Taça Rio em 1989 sem volta olímpica, que acabou guardando para o título estadual;

O time do número mágico 21 (21 de junho de 1989, 21ºC, gol aos 12 m que é 21 ao contrário, o Mazolla, 14 cruza para o Mauríco, 7 etc);

O time do Luizinho Quintanilha, campeão de 1989, que botou a faixa de campeão (“CAMPEÃO CARIOCA DE 89”) ao avesso, e apareceu: “CAMPEÃO CARIOCA DE 68”, o ano do último título antes da fila;

O time campeão brasileiro de 1995, que lutou contra todo um Estado, o presidente FHC, o ministro Pelé, o governador Mário Covas, e todas as redes caipiras de televisão;

O time campeão de terra, mar e ar de 1962 (até o carioca de aeromodelismo!);

O time das inéditas 12 vitórias em 12 jogos na Taça Guanabara de 1997;

O time que nasceu com a vocação do erro;

O time que diziam, sempre foi zoneado, porque se melhorar, vira o fluminense;

O time Fênix, que volta das cinzas quando ninguém mais acredita;

O time que subiu de posto, indo de General para Marechal, e todo mundo chorou;

O time do Levir Culpi, que barrou o Almir para botar o Gedeil, e quase ferra a gente;

O time do Levir Culpi, já técnico do Atlético/PR, que torceu para o time dele não fazer um gol no fim do jogo, pois rebaixaria o meu time de novo, e a vitória paranaense não adiantava mais nada (2004);

O time do guerreiro Túlio, que abriu a cabeça, voltou, jogou com raça e chorou no fim do jogo na derrota para o Corinthians (2004);

O time que deu de 6 x 0 no flamengo (1972);

O time que levou de seis de volta (1981) e depois mais seis (6 x 1) no lombo (1985);

O time único que tem a palavra “perder” no hino;

O time do gol do Zé Carlos – o Zé Maluco, que valeu o título do Rio-São Paulo em 1998;

O time do Renato Sá, primeiro carrasco (78), depois herói (79);

O time do Sandro, que quebrou a porta do vestiário quando foi rebaixado (2002) e ficou para quebrar a porta de novo, quando subiu (2003);

O time do Montenegro, que trouxe a sede de volta e nos deu o brasileiro;

O time do Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha;

O time de Rogério, Gérson, Jairzinho, Roberto e Paulo César;

O time do Puruca, do Perivaldo e do Petróleo;

O time do amor bandido, que tira muito mais do que dá para sua torcida;

O time do Aluísio, que amarrava cortinas por ordem do Carlito, para o meu time ganhar;

O time do Bebeto, turrão, cabeça-dura, mas um alvinegro apaixonado;

O time do velho Valdo, maestro em 2003;

O time do gol do Dimba (1997);

O time que tem como escudo uma invenção de Deus;

O time dos guerreiros Gottardo, Gonçalves e Galvão;

O time da alma, porque coração morre e apodrece, mas a alma é eterna;


Enfim, o time de tantas coisas mais.....;

O nome do meu time é BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS! Infeliz do ser humano que não é BOTAFOGO nem por 5 minutos para saber o que é a vida!

FOOOOOOOOOOOGOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!! "

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Idolos do Glorioso


Carlos Alberto Torres// Didi // Manga// Gerson // Jairzinho // Marinho Chagas //
Nilton Santos // Paulo Valentim // Túlio Maravilha // Carvalho Leite //
Garrincha // Heleno de Freitas // Leônidas // Mauro Galvão //
Paulo César Caju // Quarentinha // Zagallo// Túlio// Maurício

Recordes

Maior Goleador

Quarentinha: 306 gols

Quem Mais Jogou

Nílton Santos: 723 Jogos

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O melhor Botafogo de todos os tempos

Em pé: Didi, Manga, Nilton Santos, Leônidas, Marinho Chagas e Carlos Alberto Torres; Agachados: Garrincha, Gérson, Heleno de Freitas, Jairzinho e Paulo César Caju.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Seleção de todos os tempos do Glorioso

Em pé: Nilton Santos,Manga, Mauro Galvão, Leônidas, Carlos Alberto Torres e Didi; agachados: Túlio Maravilha, Gérson, Garrincha, Jairzinho e Paulo César Cajú. Técnicos: Zagallo e João Saldanha.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Túlio Maravilha, O "rei do Rio"

Depois de ter saído do Sion/SUI, voltou para o Brasil para atuar no Botafogo, em 1994. Logo em sua estreia, marcou 3 gols contra o América. Novamente foi artilheiro do Brasileirão, dessa vez por duas vezes consecutivas: 1994 e 1995.
Ele conquistou o Brasileirão de 1995 fazendo dupla de ataque com Donizete "O Pantera'', jogando pelo Botafogo. Na volta de Túlio, em 1998 fez dupla de ataque com Bebeto, quando foram campeões do Torneio Rio-São Paulo. Túlio Maravilha é o 8º maior artilheiro do Botafogo com 159 gols em 223 jogos, atualmente Túlio é o maior artilheiro do futebol mundial em atividade.

Frases do Túlio Maravilha

"Vou fazer e dedicar para ele o gol anticoncepcional" - sobre o atacante Dill, antes de enfrentar seu ex-time, o Goiás, quando atuava pelo Botafogo.

"Eu sou o Rei do Rio" - Campeonato Carioca de 1995.

"Ele vem jogando muito bem e só vestir a camisa 7 do Fogão, que foi minha e de Garrincha, já é meio caminho andado" - sobre o bom momento do atacante Dodô, então do Botafogo, em 2007, igualando sua importância ao do anjo de pernas tortas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Wilson Gottardo

Contratado pelo Botafogo, em 1987. A identificação com o Botafogo, clube pelo qual Gottardo mais vezes vestiu a camisa, acabaria rendendo-lhe, em três passagens, alguns títulos inesquecíveis. Fazendo dupla com Mauro Galvão, Gottardo fez parte da lendária equipe alvi-negra, que pôs fim a um jejum de 21 anos sem títulos do Botafogo, na conquista do Campeonato Carioca de 1989. No ano seguinte, mantendo o embalo, o Botafogo repetiu a dose e sagrou-se bicampeão carioca, para delírio dos torcedores Botafoguenses. Capitão da equipe alvi-negra, comandada por Paulo Autuori e encabeçada pelo atacante Túlio Maravilha, Gottardo conquistou o Campeonato Brasileiro de 1995, seu segundo pessoal, mas o primeiro do Botafogo. Curiosamente, na mesma época em que Túlio jogou junto com seu irmão gêmeo Télvio, Wilson Gottardo também jogou com seu irmão, Gérson Gottardo.

Gonçalves

Revelado no Flamengo em 1987, Gonçalves fez história em outro clube carioca, o Botafogo. Esteve presente nas conquistas do bi-campeonato carioca de 1990, no Campeonato Brasileiro de 1995, no Campeonato Carioca de 1997 e no Torneio Rio-São Paulo de 1998. Zagueiro seguro nas bolas rasteiras, chegou à Seleção Brasileira em 1996, tendo sido reserva na Copa do Mundo de 1998. Participou somente dois jogos naquela Copa: na derrota para a Noruega, na primeira fase, e na fácil vitória sobre o Chile, nas oitavas-de-final. Ficou famoso pelos longos cabelos que usou durante grande parte da carreira, que só foram cortados durante a Copa das Confederações de 1997, quando, nas semi-finais, toda a Seleção entrou em campo com a cabeça raspada. Além de Flamengo e Botafogo, Gonçalves também jogou no Santa Cruz, Universidad Guadalajara (do México), Cruzeiro e Internacional.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mauro Galvão

Em 1987 Mauro Galvão transferiu-se para o Botafogo, ao lado de Marinho e Paulinho Criciúma. Na verdade, eles quase foram para o Fluminense, que pagaria por eles os 35 milhões de cruzados que o Botafogo iria pagar ao rival pelo passe de Jandir. Mas quando a diretoria do Botafogo ficou sabendo dessas intenções desistiu de comprar o passe de Jandir e trouxe os três jogadores do Bangu.[1] Em General Severiano, Mauro Galvão ajudou o clube carioca a conquistar o Campeonato Carioca de 1989 após 21 anos sem títulos. Curiosamente, este foi o segundo título que conquistou numa final contra o Vasco da Gama, clube que mais tarde viria a defender. Três anos atuando pelo Botafogo valeram a Mauro Galvão uma vaga na Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo da Itália em 1990. Mauro Galvão foi um dos três jogadores escolhidos por Sebastião Lazaroni para formar a defesa brasileira num esquema tático que não agradou aos torcedores. No Botafogo, Mauro Galvão foi Bi-Campeão Carioca 1989/1990

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Donizete, "O Pantera Negra"

Seu ponto forte era a velocidade e a finalização. Durante toda a sua carreira, recebeu o apelido de Pantera, por imitar os passos do animal ao comemorar os seus gols Revelado pelo Volta Redonda, ficou famoso jogando pelo Botafogo, onde chegou à Seleção Brasileira e foi campeão brasileiro, em 1995. Formou ao lado de Túlio Maravilha, no alvinegro carioca, uma das mais efetivas duplas de ataque do futebol brasileiro. Uma curiosidade, foi ele quem pois fim a um jejum de vitorias da seleção brasileira contra o Uruguai, fora de casa. Hoje é considerado um dos grandes atacantes da historia do pais, sendo idolo dos torcedores do Vasco da Gama e do Botafogo. No Botafogo além do Título Brasileiro de 1995, Donizete também foi Campeão Carioca em 1990.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Wágner, o 2º melhor goleiro da história do Botafogo

Fez sucesso no Botafogo na década de 1990, sendo campeão em diversos títulos do alvinegro carioca. Fez pelo clube 412 jogos e sofreu 503 gols, no período de 1993 a 2002.
Wágner começou a se destacar no Bangu no começo dos anos 90. Em 1993, ele foi para o Botafogo. Disputou posição de titular com Carlão e ficou como titular do "Glorioso". Wágner foi figura importante do time botafoguense em 1995. Suas defesas ajudaram o alvinegro a conquistar o título do Brasileirão. A equipe contava com craques como Túlio Maravilha, Wilson Gottardo, Sérgio Manoel, Gonçalves e Donizete. Além de ter sido campeão brasileiro em 1995, Wágner fez parte de outras conquistas botafoguenses, como o da Copa Conmebol de 1993, o Campeonato Carioca de 1997 e o Torneio Rio-São Paulo de 1998.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O jogo da gratidão em homenagem a Mané Garrincha

1973 - Garrincha, Pc Caju e Jairzinho no jogo da gratidão

Eram 30 minutos do primeiro tempo quando o juiz interrompeu a partida. Quase todos os jogadores se dirigiram até o meio de campo para acompanhar, bem de perto, a uma cena histórica. Eles queriam guardar para sempre a última imagem de um ponta direita em campo. Pouco antes da cena, o jogador dominou uma bola na intermediária. Avançou sem qualquer marcação. Na meia-direita, pouco antes do bico da grande área, parou diante do zagueiro Bruñel. Passou facilmente a bola entre as pernas de mais um “João”. E quase do bico da pequena área, chutou, por cima do travessão.

Naquela noite de 19 de dezembro de 73 esse jogador era apenas um rascunho embaçado do que fora no passado. Quando deixou o gramado não foi cumprimentado por ninguém. Nem pelos companheiros do time nem pelos adversários. Não havia ali nenhum desprezo. O momento era só dele. Ladeado pelo bandeirinha, saiu de campo sem pompa nem circunstância. Não fosse o estádio Mario Filho a lhe servir de testemunha, ele se sentiria como um menino, que deixava os rachas de Pau Grande para caçar passarinhos. Das arquibancadas e das gerais, aplausos. E gritos: “Garrincha, Garrincha, Garrincha!”

No vestiário, antes do jogo, uma cena comoveu Carlos Alberto Torres. Não havia um só jogador que não estivesse preocupado com o estado emocional de Garrincha. “A gente chegava nele, dava um abraço apertado. E dizia que ele podia contar com os amigos. Força, Mané! foi a frase mais ouvida”, lembra o Capitão do Tri.

“Eu é que agradeço e fico imensamente contente e muito obrigado mesmo, de coração. Com o coração brasileiro, obrigado”, declarava Garrincha, antes do jogo começar.

Pela posição que jogava, na lateral direita, Carlos Alberto, estava sempre próximo de Garrincha. “Foi um prazer estar tão perto do Mané, na despedida dele. Junto com Pelé, nem mais nem menos, Garrincha foi o grande astro de todos os tempos do futebol.” Quase 25 anos depois, Carlos Alberto lembra de uma outra conversa, ainda no vestiário. “Nossa preocupação era dar todas as bolas pra ele. Assim o Mané poderia brindar o público com suas jogadas”, se recorda o ex-jogador ao Arquiba Botafogo.

Assim que saiu de campo, Mané Garrincha começou a volta olímpica. Atrás do gol à esquerda das cabines de rádio, jogou a camisa suada, número sete às costas, para os geraldinos. João Saldanha, um gaúcho quase sempre contido, comentava o jogo para a TV Globo. “É um espetáculo bonito e a simplicidade do Mané jogando a camisa, jogando a chuteira. E agora parece que tá se ajeitando pra tirar as meias e também jogá-las pra torcida da geral, a torcida que mais o viu de perto, que mais o incentivou”, registrou o João Saldanha, para depois completar. “É meio difícil de dar entrevista e ele não deve estar com muito desembaraço”.

Sem chuteiras, sem meias, sem camisa, Mané Garrincha, cercado de repórteres e fotógrafos, desceu as escadas que levam aos vestiários.

Fonte: Blog Arquiba Botafogo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Torcida Loucos pelo Botafogo - Projeto de pintura dos muros do Engenhão






Projeto "Bandeiras dos ídolos" da Torcida Loucos pelo Botafogo















Na reta final do Campeonato Carioca de Futebol de 2008, o movimento iniciou um projeto para criar bandeiras com as faces dos ídolos botafoguenses. As primeiras personagens retratas foram Heleno de Freitas e Nílton Santos. Deste então, já foram feitas bandeiras também para Carlito Rocha, Manga, Túlio Maravilha, Quarentinha, Sérgio Manoel e João Saldanha. Outro projeto para exaltar a paixão pelo clube foi iniciado em julho de 2008 e consistia na pintura do muro do Estádio Olímpico João Havelange, que estava bastante pichado. Além das bandeiras citadas acima, o Movimento Popular Loucos Pelo Botafogo tem também Garrincha e Mendonça em fundo de cor preta, além das tradicionais listradas, Estrela Solitária e ainda há quem leve as próprias bandeiras, fazendo assim uma festa diferente em cada jogo. O projeto "Bandeiras dos ídolos" vai para mais de 100 bandeiras.

Parabéns ao movimento Loucos pelo Botafogo por esse grande projeto de relembrar os ìdolos da história do Clube.