quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Homenagem aos Ídolos em forma de canção

"Da-lhe Fogo" é o hit da torcida Botafoguense que relembra títulos memoráveis do Alvinegro. A música que foi ouvida pela primeira vez no Estádio do Engenhão em 2008 na vitória sobre o Cruzeiro por 1x0 pelo Campeonato Brasileiro, recorda o título do Campeonato Estadual de 1989, quando o Botafogo encerrou um jejum de 21 anos sem conquistas, e o do Campeonato Brasileiro de 1995.

Alguns ídolos do clube, como Garrincha, Didi e Túlio Maravilha também receberam homenagem na música que promete ser o novo hit das arquibancadas depois de famosa "E ninguém cala", que já tornou-se um segundo hino alvinegro.

Letra do novo hit da Torcida Botafoguense:

Dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo

Oh Botafogo, os teus ídolos são tantos
Didi, Garrincha, Nilton Santos
já vestiram esse manto

Oitenta e nove, foi o começo de uma era
acabando com a espera
é Maurício pra galera

Noventa e cinco, mais um ano de alegria
a tua estrela brilha
é gol de Túlio Maravilha

Dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo

Amarildo, "O Possesso"

Futebolista de muito habilidade, artilheiro, ponta-esquerda, ele foi figura muito importante naCopa do Mundo de 1962 na qual substituiu Pelé contundido, participando de quatro jogos e marcando três gols: dois diante da Espanha e da Tchecoslováquia na final da Copa. No Botafogo foi "eternizado" como titular do maior ataque do Glorioso em todos os tempos: Didi, Garrincha, Quarentinha, Zagallo e Amarildo . Considare-se que Amarildo e Garrincha ganharam "sozinhos" a Copa do Chile para o Brasil. Por pouco não jogou futebol. Foi dispensado nos juvenis do Flamengo Resolveu servir ao exército, até que o jogador Paulistinha o convenceu a fazer teste no Botafogo Acabou aprovado. No alvinegro carioca fez 238 partidas e 135 gols, sendo Bicampeão Carioca 1961/1962 , campeão do Torneio Rio-São Paulo (1962) e do Campeonato Intercontinental de Clubes (1963). Recebeu o apelido de "Possesso" depois da excelente participação na Copa do Mundo de 1962 Pela Seleção Brasileira fez 24 jogos marcando 9 gols.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

CRÔNICA - Dia de Paulinho, Mané e João

No dia 21 de dezembro, quando o presidente Lula inaugurava a estátua de João Saldanha no Maracanã, fazendo justiça ao mais amado e admirado cronista, comentarista e técnico da história do futebol brasileiro, em meio a presenças de ministros, do governador do estado do Rio, Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes, do cartunista Ique, autor e inspirador da obra e da homenagem, foi inevitável para mim voltar no tempo; mais precisamente ao dia 22 de dezembro de 1957, ali mesmo no gramado mais famoso do mundo: o dia em que o Botafogo de Saldanha, do João Sem Medo, massacrou o Fluminense por incríveis 6 a 2 na grande final do Campeonato Carioca.

Claro, com a cumplicidade - e que cumplidade - de Mané Garrincha, de Didi, de Nilton Santos, de Quarentinha, mas sobretudo do ungido pelos deuses, Paulinho Valentim, que dos seis marcou nada mais nada menos do que cinco gols, um deles de bicicleta, deixando para Mané o complemento do placar da maior e até hoje jamais igualada goleada numa final de campeonato no templo do futebol. Favorito da midia da época, o Fluminense do técnico Silvio Pirillo, que tinha um time mais compacto, uma campanha mais regular, entrou em campo com a vantagem do empate e com um ar de quem acreditava mesmo na sua "superioridade". Falava-se também que outro fator a favor do time das Laranjeiras estava justamente no comando: afinal Saldanha não era ainda reconhecido como técnico, mas apenas como um cartola que havia decidido fazer uma aventura, coisa que, diziam, só seria possível mesmo num clube dado a transgressões das formulas estabelecidas, a atos de rebeldia, até mesmo de "molecagens", como foi, é e será sempre o Botafogo.

Ironizavam as superstições de Carlito Rocha, como a que ele profetizou a conquista do título, quinze dias antes, após uma sofrida vitória de 2 a 1, no fim da partida contra o América, com dois gols do mesmo Paulinho. "Há 15 dias estávamos afastados do título, mas uma série de resultados negativos de outros clubes, nos trouxe de volta ao páreo. É notória a preferência de Deus pelo Botafogo", disse Carlito.
Esses erros de avaliação seriam fatais ao tricolor. E não houve nem tempo para o time de Castilho, Pinheiro, Telê, Valdo e Escurinho, perceber o que iria acontecer naqueles históricos 90 minutos; um show de dribles, jogadas e gols, iniciado logo aos três minutos, num genial lançamento de Didi para Paulinho, que matou a bola no peito, virou e colocou no canto. E assim foi no segundo, quando após uma série de dribles de Mané, ele tocou a bola para Paulinho entrar com ela dentro do gol do estupefato Castilho, aos 30 minutos. O terceiro, então, foi de arrepiar: Didi deu vários dribles nos tricolores, descobriu Mané na esquerda, em vez de estar na direita, passou-lhe a bola: Garrincha driblou o lateral direito Cacá, deixando-o batido, e chutou; Pinheiro deu rebote, a bola volta a Didi que toca agora para Nilton Santos, que faz um cruzamento perfeito pelo alto para Paulinho dar uma linda bicicleta ao estilo Leônidas Silva, aos 42 minutos. O Maracanã veio abaixo, a torcida alvinegra em euforia e êxtase, a tricolor sem querer acreditar que aquilo fosse verdade. Intervalo, Botafogo 3, Fluminense 0.

Nem o gol tricolor, marcado por Escurinho, que poderia ser uma esperança de reação, logo no inicio do segundo tempo abalou o Botafogo. A resposta veio fulminante e novamente com Paulinho Valentim, recebendo de Didi, dribando Pinheiro e fuzilando Castilho, aos 9 minutos. Aos 15 foi a vez de Mané marcar o seu, recebendo o lançamento de Pampolini, driblando Pinheiro duas vezes antes de estufar a rede tricolor. E Mané queria mais: depois de uma série de dribles desconcertantes em Clóvis e em seu marcador, Altair, cruzou para Paulinho marcar o seu quinto gol no jogo e o sexto do Botafogo, que nem sentiu ou viu Valdo diminuir a goleada para 6 a 2.
Era o primeiro título do Glorioso no Maracanã, inaugurado há sete anos, o primeiro e único de João Alves Jobim Saldanha, como técnico, o primeiro de Mané Garrincha pelo Botafogo. O prenúncio de uma nova era - e que era - que se abria para o futebol brasileiro, que viria a se confirmar no ano seguinte, na Suécia foi repisado no Chile em 1962, consagrado no México em 1970, nos Estados Unidos em 94 e na Coréia/Japão em 2002, o Brasil cinco vezes campeão mundial.

Mas nunca se pode esquecer que tudo começou ali, naquele 22 de dezembro de 1957, no Botafogo 6 x 2 Fluminense, com o show do time de Saldanha, emoldurado pelos dribles geniais de Mané e os cinco gols de Paulinho Valentim. .

Botafogo 6 x 2 Fluminense

Botafogo - Adalberto, Beto, Thomé, Servilio , Nilton Santos; Pampolini, Garrincha, Didi, Edson, Paulinho Valentim e Quarentinha. Técnico: João Saldanha
Fluminense - Castilho, Cacá, Pinheiro, Jair, Clóvis, Altair, Telê Santana, Robson, Valdo, Jair Francisco e Escurinho. Técnico: Silvio Pirillo
Gols: Paulinho Valentim (5), Garrincha, Escurinho e Valdo
Árbitro: Alberto da Gama Malcher

Crônica de José Antonio Gerheim

Zagallo, O " Velho Lobo "

Atuando como ponta-esquerda, conquistou títulos de campeão carioca e foi convocado para a seleção brasileira, que disputaria a Copa do Mundo em 1958 na Suécia Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Pelo Botafogo Zagallo foi Bi-Campeão Carioca e Bi-Campeão Mundial pela Seleção Brasileira . No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nilton Santos.

" O Principe Etíope " Didi

"O Principe Etíope" era seu apelido, dado por Nelson Rodrigues. Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos, e ainda foi um dos líderes do clube Botafogo de Futebol e Regatas, além de possuir o mérito de ter criado a "folha seca". Esta técnica consistia numa forma de se bater na bola numa cobrança de falta, com o lado externo do pé, hoje vulgarmente chamada "trivela". Ela tem esse nome pois esse estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. O lance ficou famoso quando Didi marcou um gol de falta nesse estilo contra a Seleção do Peru nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958. Enquanto foi campeão mundial, sempre atuou pelo Botafogo clube pelo qual acabou se apaixonando. No alvinegro, era o maestro de um dos mais fortes times da História do futebol. Jogou ao lado de Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. O Botafogo foi o clube pelo qual Didi mais jogou futebol: fez 313 jogos e marcando 114 gols. Foi campeão carioca pelo clube em1957. 1961 e 1962 e também venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1962, mesmo ano em que venceu o Pentagonal do México e no ano de 1963 o Campeonato Intercontinental de Clubes da França.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quarentinha, O Artilheiro que não sorria

Entre a batida seca na bola e o estufar das redes, poucos segundos. Tempo suficiente, apenas, para o torcedor se preparar para festejar mais um gol de Quarentinha. Afinal, quando o pé esquerdo do maior artilheiro da história do Botafogo pegava de jeito na bola, o desfecho do lance era inevitável: trabalho, na certa, para o garoto do placar.

Waldir Lebrego, um paraense que acabou vindo parar no Rio de Janeiro, empurrado por sua potente canhota, integrou um dos mais talentosos elencos da história do futebol. Ao lado (e ao lado, aqui, quer dizer tão competente quanto) de mestres como Didi, Nilton Santos e Garrincha, colocou o Botafogo entre os maiores clubes do mundo.

Foram 313 gols em menos de 450 partidas com o manto alvinegro. Na Seleção, uma média de quase um gol por jogo. Números tão impressionantes quanto relevantes. (17 jogos, 17 gols)

Entre os torcedores que o viram jogar, não há quem não se lembre de sua principal característica, a fria reação após os gols que marcava, por mais decisivos que fossem. Mas, a desculpa que o próprio atacante usava, de que não fazia mais do que sua obrigação, pois ganhava para isso, não passava de uma forma de mascarar seu jeito tímido de ser.

Nascido dos pés de Garrincha, o grito de Olé

Um momento realmente futebolístico. O protagonista é ninguém menos que Garrincha. Precisa mais? Há exatos 51 anos, o craque arrancava gritos de ‘olé’ de torcedores mexicanos que assistiam a uma partida entre Botafogo x River Plate na Cidade do México. O genial Ruy Castro, autor da biografia de Garrincha - Estrela Solitária, um brasileiro chamado Garrincha -, conta a história com habilidade semelhante.

“O jogo foi Botafogo x River Plate, a 20 de fevereiro de 1958. O River era a própria seleção argentina, com dez de seus titulares, entre os quais o goleiro Carrizo, o volante Nestor Rossi, o atacante Labruna e o lateral-esquerdo Vairo. Seu cachê era de 10 mil dólares por partida - o do Botafogo, 2 mil. Mas essa disparidade dos valores não se refletiu em campo: com Garrincha, Didi e Nílton Santos, o futebol do Botafogo já era igual ou maior que o do River. Tanto que a partida, duríssima, terminou em 1 x 1. Mas o que os outros vinte homens fizeram em campo foi irrelevante - para a torcida mexicana, o jogo consistiu no inacreditável e indescritível baile de Garrincha em Vairo.

Luiz Fernando provoca o Flamengo na semifinal, Carli faz gol no último minuto e Gatito garante o Título Estadual de 2018

Gatito comemora a defesa do título Gol de Joel Carli no último minuto que levou a decisão por penâlti.  Defesa do título ca...