sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mané Garrincha e Nílton Santos, "Eternos"

Garrincha "Eterno"
Nilton Santos em visita a sua Estátua em 2009
Foi inaugurada no dia 24 de janeiro em frente ao Setor Oeste do Stadium Rio, a estátua em homenagem a Garrincha, um dos maiores ídolos do futebol em todos os tempos. A obra de bronze, feita pelo escultor Edgar Duvivier, mede quatro metros e meio de altura (dois deles de pedestal) e ficará em frente ao Setor Oeste do estádio, ao lado do monumento a Nilton Santos, inaugurado em 2009. Um grupo de torcedores Botafoguenses teve a iniciativa de homenagear Garrincha com uma estátua no Engenhão, tendo dividido o custo total de R$ 56 mil da obra em 16 cotas de R$ 3.500, tal como aconteceu com a estátua de Nilton Santos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mané Garrincha, "Alegria do Povo"

O primeiro jogo de Garrincha com a camisa do Botafogo aconteceu no dia 21 de junho em um amistoso contra o Avelar. O placar: 1 a 0, gol de Garrincha. Na volta da excursão, o preparador físico Paulo Amaral, responsável pela equipe mista, colocaria em seu relatório que o jogador tinha um único defeito: driblava demais!

Em um dos jogos, Garrincha driblou o time inteiro, mas deu a bola para um companheiro marcar o gol. Todos ficaram estupefatos. Por que ele mesmo não marcara? Ninguém sabia ainda que para o Anjo das Pernas Tortas a alegria estava apenas em driblar. No exame médico ficou constatado que o jogador tinha o joelho direito virado para dentro e o esquerdo virado para fora, um deslocamento na bacia, a perna esquerda seis centímetros mais curta que a direita e era ligeiramente estrábico.

Na segunda partida do Botafogo pelo Carioca de 1953, Gentil Cardoso o escalou para sua estréia. Aos 14 minutos do segundo tempo, o pequeno Bonsucesso vencia por 2 a 1 e o juiz marca um pênalti para o time de General Severiano. Temerosos, nenhum dos craques se propôs a cobrar. Com a maior tranqüilidade, Garrincha apanha a bola e põe na marca do pênalti. O capitão Geninho olha para Gentil. O técnico faz que sim. Ele toma distância, chuta forte e Ary tem a honra de ser o primeiro goleiro a tomar um gol de Garrincha em partida oficial.

Para muitos, Garrincha foi o mais habilidoso jogador de futebol que já existiu. Dono de uma incrível capacidade de driblar, ele é o símbolo máximo do Botafogo em sua história. Após tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão (por causa de suas pernas tortas e do desvio que tinha na coluna), Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a bola entre as pernas do já lendário lateral-esquerdo Nilton Santos e acabou contratado a pedido do próprio lateral.

Pelo Botafogo, disputou 608 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos Cariocas (1957, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (1962 e 1964). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo (1958 e 1962), e detém até hoje uma marca impressionante: perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção.

Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio de Janeiro em 1983. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.

Nilton Santos, "A Enciclopédia" do Futebol

"Tu, em campo, parecia tantos, E, no entanto, que encanto! Eras um só; Nílton Santos." ( Armando Nogueira)
Nilton Santos Foi chamado de "A Enciclopédia" por causa dos conhecimentos sobre o futebol. Considerado o maior lateral-esquerdo de todos os tempos, foi o precursor em arriscar subidas ao ataque através da lateral do campo. Revolucionou a posição de lateral-esquerdo, utilizando-se de sua versatilidade ao defender e atacar, inclusive marcando gols, numa época do futebol onde apenas tinha a função defensiva.

Já era craque jogando futebol na praia. Quando cumpria serviço militar foi descoberto por um oficial da Aeronáutica. Levado para jogar no Botafogo em 1948, somente deixou General Severiano em 1964 quando abandonou os gramados. Vestiu apenas duas camisas ao longo de sua carreira: a do Botafogo e da seleção brasileira. Sua estréia com a camisa do clube da estrela solitária aconteceu contra o América Mineiro. No campeonato carioca de 1948, disputou seu primeiro jogo oficial contra o São Cristóvão em General Severiano. O Botafogo perdeu de 4 a 0. Foi a primeira e única derrota do clube naquele campeonato. O Botafogo foi o campeão carioca de 1948. Nilton Santos atuou sua carreira toda no Botafogo. Onde conquistou por quatro vezes o campeonato estadual (1948, 1957, 1961 e 1962), além do Torneio Rio-São Paulo de 1962 e 1964. Nilton Santos participou de 718 partidas pelo clube sendo o recordista e marcou onze gols entre 1948 e 1964.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Paulo César Cajú

Paulo Cézar Lima tinha o sonho de fazer sucesso no futebol e sair da miséria. Como a favela onde fora criado ficava no bairro de Botafogo nada era mais natural do que ele fosse tentar a sorte no alvinegro de General Severiano.

Foi revelado pelo Botafogo, atuou pelo clube dos fins dos anos 1960 ao início dos 1970. Em 1967, aos 18 anos, Paulo Cézar concretizou de vez seu sonho, ao se tornar jogador do time principal do Botafogo e participar de sua primeira temporada no Glorioso. Foi apelidado de "Nariz de Ferro" e "Urubu Feio". Seu futebol habilidoso e provocador foi chamando a atenção de público futebolístico. Em pouco tempo se tornou conhecido em seu Estado natal. Ainda em 1967, Paulo Cézar foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Foi campeão carioca em 1967, quando marcou três gols no jogo decisivo, contra o América, e 1968 e da Taça Brasil de 1968.

Atuava na ponta-esquerda. Aos 21 anos de idade disputou como reserva da Seleção Brasileira a Copa do Mundo de 1970, no México. O técnico Zagallo a princípio tentou encaixá-lo no time, mas depois percebeu que com o esquema que pretendia usar os dois não poderiam jogar juntos. Na volta do México, disse a uma emissora de televisão "Não queremos saber do Botafogo", o que causou mal-estar no clube, mas foi contornado depois que o jogador disse ter dado a declaração para livrar-se do repórter.

Com a perda do título carioca para o Fluminense em 1971, Paulo Cézar foi responsabilizado pela derrota e teve que deixar o Botafogo. O motivo da discórdia foi uma jogada que fez em um jogo realizado quando seu clube estava com boa vantagem na tabela, a poucos jogos do fim: Paulo Cézar fez embaixadas diante de seus marcadores, o que foi entendido como uma atitude de desprezo para com os demais adversários do Botafogo, que até então aceitavam a superioridade do time. A partir daí as partidas se tornaram bem mais difíceis, com o time alvinegro perdendo pontos importantes até finalmente ser superado pelo Fluminense, que se sagrou campeão. Nos 5 anos que jogou pelo Botafogo entre 1967-1972, Paulo César Caju conquistou a Taça Brasil (1968) e o Bi-Campeonato Carioca (1967, 1968)

Gerações de craques na Década de 60


Didi , Zagallo e Paulinho Valentim sorrindo e Quarentinha, o artilheiro que não sorria
esquadrão do Botafogo em 1962; Nilton Santos, Garrincha, Didi e Zagallo

Gérson, o "Canhotinha de Ouro"

Conhecido como "O Canhotinha de Ouro", Gérson tinha um grande sentido de organização de jogo, além de ter sido o mais perfeito lançador do futebol brasileiro, capaz de colocar a bola no peito de um atacante a 40 metros de distância.
O jogador pode ser incluído entre os melhores talentos de toda a história do futebol brasileiro. No Flamengo ganhou fama, mas foi no Botafogo que ganhou fortuna e grande posição na seleção brasileira, ao lado de craques como Jairzinho. Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo. Jogou no Botafogo entre 1963-1969, conquistou pelo Botafogo dois Torneios Rio-São Paulo (1964, 1966); dois Campeonatos Carioca (1967, 1968) e a Taça Brasil (1968)
Canhoto, grande sentido de organização e estratégia, era um técnico dentro de campo; lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um companheiro, daí o apelido de "Papagaio".

Manga, O melhor goleiro da história do Botafogo

Olhar duro, raros sorrisos no rosto marcado pela varíola, grandalhão, ingênuo e gentil como uma criança, arrojado e valente, o goleiro Manga faz parte da história do Botafogo. Com ele no gol, o Botafogo foi bicampeão em 1967 e 1968. O veterano Nílton Santos jamais negou sua admiração pelo talento e pela coragem do pernambucano Aílton Corrêa Arruda, o Manga, nascido no Bairro do Pina, no Recife:” Ele foi o melhor goleiro que passou pelo Botafogo desde que me conheço por gente”.
Suas mãos ficaram marcadas pela dura vida de goleiro, goleiro de coragem, que urrava nos cruzamentos sobre a área avisando que estava na jogada. Urros de assustar os próprios companheiros. Suas mãos não se fechavam, mas Manga achava graça: “Ué, goleiro não tem de defender a bola com as mãos abertas? Então, fica mais fácil segurar a bola”, dizia.
Destacou-se no Botafogo na década de 60 onde jogou durante dez anos, tendo disputado a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra como titular. Costumava dizer que em jogos contra o Flamengo, gastava adiantadamente o valor da premiação pela vitória sobre o rival, tamanha a certeza que a atleta tinha de um placar favorável à sua equipe.
O pernambucano Manga foi o maior goleiro da história do Botafogo. Veloz ao repor a bola e ágil debaixo das traves, fez muitos milagres pelo Glorioso. Na equipe de General Severiano, Levantou quatro Campeonatos Cariocas 1961/1962/967/1968, uma Taça Brasil (1968) e três Torneio Rio-São Paulo 1962/1964/1966. Manga adorava mexer com o brio do Flamengo clube contra o qual mais gostava de fechar o gol. Antes dos clássicos, costumava dizer que "o leite das crianças já estava garantido". O goleiro estreou pelo clube em julho de 1959, aos 22 anos de idade. Por seu estilo arrojado, teve as mãos deformadas devido a tanto trabalho.

Luiz Fernando provoca o Flamengo na semifinal, Carli faz gol no último minuto e Gatito garante o Título Estadual de 2018

Gatito comemora a defesa do título Gol de Joel Carli no último minuto que levou a decisão por penâlti.  Defesa do título ca...