domingo, 28 de fevereiro de 2010
Idolos do Glorioso
Carlos Alberto Torres// Didi // Manga// Gerson // Jairzinho // Marinho Chagas //
Nilton Santos // Paulo Valentim // Túlio Maravilha // Carvalho Leite //
Garrincha // Heleno de Freitas // Leônidas // Mauro Galvão //
Paulo César Caju // Quarentinha // Zagallo// Túlio// Maurício
Recordes
Maior Goleador
Quarentinha: 306 gols
Quem Mais Jogou
Nílton Santos: 723 Jogos
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O melhor Botafogo de todos os tempos
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Seleção de todos os tempos do Glorioso
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Túlio Maravilha, O "rei do Rio"
Ele conquistou o Brasileirão de 1995 fazendo dupla de ataque com Donizete "O Pantera'', jogando pelo Botafogo. Na volta de Túlio, em 1998 fez dupla de ataque com Bebeto, quando foram campeões do Torneio Rio-São Paulo. Túlio Maravilha é o 8º maior artilheiro do Botafogo com 159 gols em 223 jogos, atualmente Túlio é o maior artilheiro do futebol mundial em atividade.
Frases do Túlio Maravilha
"Vou fazer e dedicar para ele o gol anticoncepcional" - sobre o atacante Dill, antes de enfrentar seu ex-time, o Goiás, quando atuava pelo Botafogo.
"Eu sou o Rei do Rio" - Campeonato Carioca de 1995.
"Ele vem jogando muito bem e só vestir a camisa 7 do Fogão, que foi minha e de Garrincha, já é meio caminho andado" - sobre o bom momento do atacante Dodô, então do Botafogo, em 2007, igualando sua importância ao do anjo de pernas tortas.terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Wilson Gottardo
Gonçalves
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Mauro Galvão
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Donizete, "O Pantera Negra"
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Wágner, o 2º melhor goleiro da história do Botafogo
Wágner começou a se destacar no Bangu no começo dos anos 90. Em 1993, ele foi para o Botafogo. Disputou posição de titular com Carlão e ficou como titular do "Glorioso". Wágner foi figura importante do time botafoguense em 1995. Suas defesas ajudaram o alvinegro a conquistar o título do Brasileirão. A equipe contava com craques como Túlio Maravilha, Wilson Gottardo, Sérgio Manoel, Gonçalves e Donizete. Além de ter sido campeão brasileiro em 1995, Wágner fez parte de outras conquistas botafoguenses, como o da Copa Conmebol de 1993, o Campeonato Carioca de 1997 e o Torneio Rio-São Paulo de 1998.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O jogo da gratidão em homenagem a Mané Garrincha
Eram 30 minutos do primeiro tempo quando o juiz interrompeu a partida. Quase todos os jogadores se dirigiram até o meio de campo para acompanhar, bem de perto, a uma cena histórica. Eles queriam guardar para sempre a última imagem de um ponta direita em campo. Pouco antes da cena, o jogador dominou uma bola na intermediária. Avançou sem qualquer marcação. Na meia-direita, pouco antes do bico da grande área, parou diante do zagueiro Bruñel. Passou facilmente a bola entre as pernas de mais um “João”. E quase do bico da pequena área, chutou, por cima do travessão.
Naquela noite de 19 de dezembro de 73 esse jogador era apenas um rascunho embaçado do que fora no passado. Quando deixou o gramado não foi cumprimentado por ninguém. Nem pelos companheiros do time nem pelos adversários. Não havia ali nenhum desprezo. O momento era só dele. Ladeado pelo bandeirinha, saiu de campo sem pompa nem circunstância. Não fosse o estádio Mario Filho a lhe servir de testemunha, ele se sentiria como um menino, que deixava os rachas de Pau Grande para caçar passarinhos. Das arquibancadas e das gerais, aplausos. E gritos: “Garrincha, Garrincha, Garrincha!”
No vestiário, antes do jogo, uma cena comoveu Carlos Alberto Torres. Não havia um só jogador que não estivesse preocupado com o estado emocional de Garrincha. “A gente chegava nele, dava um abraço apertado. E dizia que ele podia contar com os amigos. Força, Mané! foi a frase mais ouvida”, lembra o Capitão do Tri.
“Eu é que agradeço e fico imensamente contente e muito obrigado mesmo, de coração. Com o coração brasileiro, obrigado”, declarava Garrincha, antes do jogo começar.
Pela posição que jogava, na lateral direita, Carlos Alberto, estava sempre próximo de Garrincha. “Foi um prazer estar tão perto do Mané, na despedida dele. Junto com Pelé, nem mais nem menos, Garrincha foi o grande astro de todos os tempos do futebol.” Quase 25 anos depois, Carlos Alberto lembra de uma outra conversa, ainda no vestiário. “Nossa preocupação era dar todas as bolas pra ele. Assim o Mané poderia brindar o público com suas jogadas”, se recorda o ex-jogador ao Arquiba Botafogo.
Assim que saiu de campo, Mané Garrincha começou a volta olímpica. Atrás do gol à esquerda das cabines de rádio, jogou a camisa suada, número sete às costas, para os geraldinos. João Saldanha, um gaúcho quase sempre contido, comentava o jogo para a TV Globo. “É um espetáculo bonito e a simplicidade do Mané jogando a camisa, jogando a chuteira. E agora parece que tá se ajeitando pra tirar as meias e também jogá-las pra torcida da geral, a torcida que mais o viu de perto, que mais o incentivou”, registrou o João Saldanha, para depois completar. “É meio difícil de dar entrevista e ele não deve estar com muito desembaraço”.
Sem chuteiras, sem meias, sem camisa, Mané Garrincha, cercado de repórteres e fotógrafos, desceu as escadas que levam aos vestiários.
Fonte: Blog Arquiba Botafogo
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Projeto "Bandeiras dos ídolos" da Torcida Loucos pelo Botafogo
Na reta final do Campeonato Carioca de Futebol de 2008, o movimento iniciou um projeto para criar bandeiras com as faces dos ídolos botafoguenses. As primeiras personagens retratas foram Heleno de Freitas e Nílton Santos. Deste então, já foram feitas bandeiras também para Carlito Rocha, Manga, Túlio Maravilha, Quarentinha, Sérgio Manoel e João Saldanha. Outro projeto para exaltar a paixão pelo clube foi iniciado em julho de 2008 e consistia na pintura do muro do Estádio Olímpico João Havelange, que estava bastante pichado. Além das bandeiras citadas acima, o Movimento Popular Loucos Pelo Botafogo tem também Garrincha e Mendonça em fundo de cor preta, além das tradicionais listradas, Estrela Solitária e ainda há quem leve as próprias bandeiras, fazendo assim uma festa diferente em cada jogo. O projeto "Bandeiras dos ídolos" vai para mais de 100 bandeiras.
Parabéns ao movimento Loucos pelo Botafogo por esse grande projeto de relembrar os ìdolos da história do Clube.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Maurício, O Escolhido...
Essa foi a jogada marcante da carreira de Maurício de Oliveira Anastácio, o Maurício, que nasceu na capital Carioca no dia 29 de setembro de 1962 e deu seus primeiros passos no futebol no Bonsucesso, ainda nos anos 70.
Maurício passou por diversos clubes antes de ganhar prestigio no Botafogo depois do Bonsucesso, ele defendeu o Rio do Sul (SC), de 1981 a 1982, o Internacional, de 1983 a 1984, o América de 1984 a 1986, e só aí chegou ao Alvinegro.
Em 1989 retornou ao Botafogo e ajudou o clube a conquistar o Carioca, título inesquecivel na vida dos Botafoguenses. Sob o comando do técnico Valdyr Espinosa, o Botafogo bateu com jogadores como Paulinho Criciúma, Mauro Galvão, Ricardo Cruz e companhia.
Maurício jogou no Botafogo em 1986/1987 e 1989 e conquistou o Campeonato Carioca de 1989.
O ex jogador também passou por pelas Seleções Brasileirias principal e olimpica. Pela principal, atuou apenas no empate diante do Paraguai em 27 de fevereiro de 1991 que terminou empatado em 1 a 1. Já pela olimpica atuou em duas ocasiões, com uma vitória e um empate.
Roberto Miranda
Em sua carreira de jogador conquistou diversos títulos, como os Campeonatos Cariocas de 1962, 1967 e 1968 e os Torneios Rio-São Paulo de 1964 e 1966 e a Taça Brasil: 1968, todos pelo Botafogo, e a Copa do Mundo de 1970, pela Seleção Brasileira — a maior emoção de sua vida. Na campanha do Tri, ficou na reserva de Tostão, mas entrou em campo contra Inglaterra e Peru, na primeira partida substituindo Tostão e, na segunda, Jairzinho.
Marinho Chagas
Marinho Chagas era conhecido pelo comportamento irreverente e não raro polêmico dentro e fora de campo, se destacando por estar taticamente à frente de seu tempo: avançava livremente pela lateral do campo rumo ao ataque, características de um verdadeiro ala. Isso na época causava controvérsia, já que antigamente era considerado muito mais importante para um lateral marcar do que apoiar. Por causa disso, Marinho recebeu o pejorativo apelido de "Avenida Marinho Chagas", devido aos eventuais espaços que deixava em campo. Ficou marcado pela forte briga que teve com o então goleiro Leão no jogo que valeu a eliminação do Brasil na Copa de 74, contra a Polônia, perdido por 1 a 0, jogo que valia a 3ª posição. No entanto, depois foi considerado como um dos grandes laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro, ao lado de outros nomes que brilharam em Copas do Mundo como Nílton Santos, Júnior, Branco e Roberto Carlos.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A mística da camisa 7
A camisa ainda vestiria inúmeros jogadores que atuavam como atacantes ou meia-de-ligação, como Helinho por exemplo, mas só voltaria a ter destaque decisivo em 1989. Após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Maurício, com a camisa 7, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo que garantiu o título daquele ano para o Glorioso. Em 1995, foi a vez de Túlio Maravilha, que usava a camisa 9 até ser contratado como garoto-propaganda do refrigerante Seven Up (patrocinador do clube naquele ano), fazer sucesso com a camisa, levando o Botafogo à conquista do Brasileirão. Depois de ser usado por alguns jogadores com pouca relevância, Dodô, que anteriormente atuava no próprio Botafogo com a 10, passou a jogar com o místico número em 2007, sendo artilheiro do Estadual daquele ano.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Os 10 maiores artilheiros da história do Botafogo
2º Carvalho Leite - 273 gols em 326 jogos
3º Garrincha - 245 gols em 614 jogos
4º Heleno de Freitas - 209 gols em 235 jogos
5º Nilo Murtinho - 190 gols em 201 jogos
6º Jairzinho - 186 gols em 413 jogos
7º Octávio Moraes - 171 gols, 200 jogos
8º Túlio - 159 gols em 224 jogos
9º Roberto Miranda - 154 gols em 352 jogos
10º Dino da Costa - 144 gols em 176 jogos
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Jairzinho, O "Furacão"
Começa em 1958 como gandula em General Severiano. Em 1961 foi campeão pela primeira vez, jogando no juvenil do Botafogo . Foi tricampeão na categoria em 61, 62 e 63. Assumiu a posição de titular em 63 no Campeonato Carioca e três anos depois disputava sua primeira Copa do Mundo. Fez três gols no histórico jogo em que o Botafogo fez 6 x 0 no Flamengo em 1972, no aniversário do próprio. Ficou no Botafogo até 74, quando foi vendido para o Olimpique de Marselha. Nos 13 anos que Jairzinho jogou pelo Botafogo, conquistou a Taça Brasil (1968) dois Torneios Rio-São Paulo (1964, 1966) e o Bi-Campeonato Carioca (1967, 1968)
Garrincha é melhor que Pelé
A mando de meu primeiro editor, João Máximo, do extinto Correiro da Manhã, tive o privilégio de entrevistar o craque e ídolo da seleção húngara de 1966, que havia derrotado o Brasil por 3 a 1 na Copa da Inglaterra e presenciado o último jogo de Mané com a camisa verde e amarela, Bene, autor de um dos gols e o chefe da delegação, ministro dos Esportes da Hungria, Gustav Sebes, que era o técnico da espetacular seleção húngara de 1954, espantosamente derrotada na final da Copa da Suíça, por 3 a 2, pela Alemanha.
A reportagem completa, a primeira que assinei como repórter esportivo, foi publicada na edição do dia seguinte do Correio da Manhã, página 19, sob o título de "Bene: Garrincha melhor do que Pelé" e é encontrada no arquivo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, cujo teor é o que se segue:
"Pelé não pode dizer que seja reconhecido unanimente como o melhor jogador de futebol que o mundo já viu. Alguém discorda desta opinião e este alguém merece respeito, por ser um dos melhores jogadores da seleção da Hungria - o atacante Bene. Para ele, Pelé e Puskas são dois dos maiores jogadores de todos os tempos, mas existiu um que superou a ambos: Mané Garrincha. Bene também considera a Seleção Brasileira de 1958 superior a de 70, só comparável à da Hungria de 1954.
Bene viu o Brasil jogar domingo contra a Iugolsávia e acha a nossa atual equipe um pouco inferior, em conjunto e preparo físico, à que conquistou o tricampeonato. Até mesmo justifica o fato, dizendo que "naturalmente os jogadores sentiram a atividade intensa em seus respectivos clubes e a seleção está se valendo apenas dos recursos individuais de alguns.
A equipe húngara veio ao Brasil inteiramente renovada. A média de idade dos jogadores é de 24 anos e oito deles são campeões olímpicos no México. Como revelações podem ser citados o zagueiro central Pancsics, o apoiador Fazekas e o extrema-esquerda Zango. Bene é o único jogador da equipe de 1966, que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, em Liverpool. Continua atuando avançado, sendo o artilheiro da equipe, nas últimas partidas. Seus famosos companheiros, Albert e Farkas não vieram porque estão seriamente contundidos.
Com a sua experiência, Bene afirma que em 74 "a coisa vai ser bem mais difícil para o Brasil". Aponta a Alemanha como a grande favorita da próxima Copa, com o Brasil e a Iugoslávia em segundo plano. Hoje, eles pretendem realizar uma exibição de alto nível técnico para que a Hungria seja convidada a participar da mini-Copa do Mundo que a CBD patrocinará no ano que vem.
Os integrantes da delegaçã húngara não demonstram ressentimento pelo descaso da CBD para com eles, mas fazem questão de agradecer as gentilezas recebidas do Botafogo. O clube, através de um diretor e do supervisor Adalberto, colocou não só um ônibus à disposição da delegação, para transportes e passeios, como também o campo de General Severiano para os treinamentos.
Esquecidos pela CBD, que só anteontem à noite se fez presente no Hotel Trocadero, nas pessoas dos senhores João Havelange e Antônio Curvelo, os húngaros resolveram conhecer a cidade por conta própria e fizeram um passeio turístico naquela mesma noite. Ontem realizaram treinamento físico e tático, no Botafogo, durante uma hora. A primeira parte (35 minutos) constou de exercícios físicos e respiratórios, enquanto que, na segunda, houve movimentoss táticos ofensivos, com penetrações e chutes a gol.
Gustav Sebes, chefe da delegaçã da Hungria, era o treinador da famosa equipe que perdeu a final da Copa do Mundo de 1954, para a Alemanha. Na época era também o Ministro de Esportes da Hungria. Foi ele quem sofreu a agressão com um par de chuteiras pelas costas, do técnico da Seleção Brasileira, Zezé Moreira, após a derrota de 4 a 2, em Berna, que custara a nossa eliminação do mundial.
Sebes acha que o futebol húngaro viveu, durante quinze anos, das glórias daquela seleção. Mas, com a evolução do futebol mundial, era preciso mudar tudo. Isso começou a ser feito após o fracasso da seleção das eliminatórias do mundial de 70, quando a Hungria foi eliminada por goleada, em Marselha, pela Tchecoslováquia.
Seus jogadores haviam abandonado o ritmo de jôgo veloz pelo futebol enfeitado e cadenciado de corpo mole. Havia resistência aos modernos métodos de preparação física, bem como às novas táticas, tanto a dos brasileiros, como a dos alemães e inglêses.
Para a mudança radical, o atual ministro da Juventude da Hungria chamou o treinador Rudolf Ilovszky, antigo jogador da seleção, formado pela Universidade de Esportes de Budapeste. Ilovszky não dirige atualmente nenhuma equipe, dedicando-se exclusivamente ao preparo do selecionado. Introduziu novos métodos de treinamento, impondo rigorosa disciplina. Intensificou o preparo físico, mudando também a parte tática, dando maior segurança à defesa, ao preparo dos arqueiros, mas procurando manter a principal característica do futebol húngaro: a habilidade e a velocidade de seus atacantes, aliadas à precisão dos passes e chutes a gol.
Para Sebes, dentro de um ano esta seleção húngara, renovada com a maioria de jogadores que atuaram nas Olimpíadas do México em 68, estará em grande forma, podendo fazer excelente campanha e obter a classificação para o Mundial de 74, na Alemanha, disse.
-Esta seleção não pode ser comparada com a de 1954, pois igual aquela só a brasileira de 1958, que contava com os fóra de série, Garrincha, Didi e Pelé. Acho mesmo, a seleção brasileira de 58 superior a de 70.
Sobre a Seleção Brasileira, que viu jogar domingo no Maracanã, contra a Iugoslávia, achou muito bôa, nos primeiros 30 minutos. Depois ela caiu um pouco de ritmo, sem dúvida devido à emoção da saída definitiva de Pelé, que para ele continua sendo extra-classe. Achou Gérson magnífico, comparável a Didi; Zequinha muito promissor, mas faltando-lhe ainda muita experiência; Rivelino muito bom, mas meio dispersivo. Perguntou por Carlos Alberto, que considera o melhor zagueiro lateral do futebol mundial na atualidade, por sua atuação no México.
Sebes diz que, na Europa, as melhores seleções continuam sendo a Alemanha, a Inglaterra e a Itália. Mas que, para 1974, a Iugoslávia, a Romênia e a Bélgica, além dêles próprios, prometem muito, pois a evolução técnica do futebol destes países é muito grande. Brasil e Alemanha, porém, serão os grandes favoritos. Lembrou, ainda, o incidente com Zezé Moreira, dizendo que compreendia o nervosismo do treinador, após a derrota. Entretanto, felizmente, as relações esportivas entre as nações evoluiram muito e, hoje em dia, no esporte não vê "mais lugar para as pessoas que não conseguem dominar os nervos e as paixões durante uma competição."
José Antonio Gerheim
Mané Garrincha e Nílton Santos, "Eternos"
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Mané Garrincha, "Alegria do Povo"
Em um dos jogos, Garrincha driblou o time inteiro, mas deu a bola para um companheiro marcar o gol. Todos ficaram estupefatos. Por que ele mesmo não marcara? Ninguém sabia ainda que para o Anjo das Pernas Tortas a alegria estava apenas em driblar. No exame médico ficou constatado que o jogador tinha o joelho direito virado para dentro e o esquerdo virado para fora, um deslocamento na bacia, a perna esquerda seis centímetros mais curta que a direita e era ligeiramente estrábico.
Na segunda partida do Botafogo pelo Carioca de 1953, Gentil Cardoso o escalou para sua estréia. Aos 14 minutos do segundo tempo, o pequeno Bonsucesso vencia por 2 a 1 e o juiz marca um pênalti para o time de General Severiano. Temerosos, nenhum dos craques se propôs a cobrar. Com a maior tranqüilidade, Garrincha apanha a bola e põe na marca do pênalti. O capitão Geninho olha para Gentil. O técnico faz que sim. Ele toma distância, chuta forte e Ary tem a honra de ser o primeiro goleiro a tomar um gol de Garrincha em partida oficial.
Para muitos, Garrincha foi o mais habilidoso jogador de futebol que já existiu. Dono de uma incrível capacidade de driblar, ele é o símbolo máximo do Botafogo em sua história. Após tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão (por causa de suas pernas tortas e do desvio que tinha na coluna), Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a bola entre as pernas do já lendário lateral-esquerdo Nilton Santos e acabou contratado a pedido do próprio lateral.
Pelo Botafogo, disputou 608 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos Cariocas (1957, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (1962 e 1964). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo (1958 e 1962), e detém até hoje uma marca impressionante: perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção.
Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio de Janeiro em 1983. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.
Nilton Santos, "A Enciclopédia" do Futebol
Já era craque jogando futebol na praia. Quando cumpria serviço militar foi descoberto por um oficial da Aeronáutica. Levado para jogar no Botafogo em 1948, somente deixou General Severiano em 1964 quando abandonou os gramados. Vestiu apenas duas camisas ao longo de sua carreira: a do Botafogo e da seleção brasileira. Sua estréia com a camisa do clube da estrela solitária aconteceu contra o América Mineiro. No campeonato carioca de 1948, disputou seu primeiro jogo oficial contra o São Cristóvão em General Severiano. O Botafogo perdeu de 4 a 0. Foi a primeira e única derrota do clube naquele campeonato. O Botafogo foi o campeão carioca de 1948. Nilton Santos atuou sua carreira toda no Botafogo. Onde conquistou por quatro vezes o campeonato estadual (1948, 1957, 1961 e 1962), além do Torneio Rio-São Paulo de 1962 e 1964. Nilton Santos participou de 718 partidas pelo clube sendo o recordista e marcou onze gols entre 1948 e 1964.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Paulo César Cajú
Foi revelado pelo Botafogo, atuou pelo clube dos fins dos anos 1960 ao início dos 1970. Em 1967, aos 18 anos, Paulo Cézar concretizou de vez seu sonho, ao se tornar jogador do time principal do Botafogo e participar de sua primeira temporada no Glorioso. Foi apelidado de "Nariz de Ferro" e "Urubu Feio". Seu futebol habilidoso e provocador foi chamando a atenção de público futebolístico. Em pouco tempo se tornou conhecido em seu Estado natal. Ainda em 1967, Paulo Cézar foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Foi campeão carioca em 1967, quando marcou três gols no jogo decisivo, contra o América, e 1968 e da Taça Brasil de 1968.
Atuava na ponta-esquerda. Aos 21 anos de idade disputou como reserva da Seleção Brasileira a Copa do Mundo de 1970, no México. O técnico Zagallo a princípio tentou encaixá-lo no time, mas depois percebeu que com o esquema que pretendia usar os dois não poderiam jogar juntos. Na volta do México, disse a uma emissora de televisão "Não queremos saber do Botafogo", o que causou mal-estar no clube, mas foi contornado depois que o jogador disse ter dado a declaração para livrar-se do repórter.
Com a perda do título carioca para o Fluminense em 1971, Paulo Cézar foi responsabilizado pela derrota e teve que deixar o Botafogo. O motivo da discórdia foi uma jogada que fez em um jogo realizado quando seu clube estava com boa vantagem na tabela, a poucos jogos do fim: Paulo Cézar fez embaixadas diante de seus marcadores, o que foi entendido como uma atitude de desprezo para com os demais adversários do Botafogo, que até então aceitavam a superioridade do time. A partir daí as partidas se tornaram bem mais difíceis, com o time alvinegro perdendo pontos importantes até finalmente ser superado pelo Fluminense, que se sagrou campeão. Nos 5 anos que jogou pelo Botafogo entre 1967-1972, Paulo César Caju conquistou a Taça Brasil (1968) e o Bi-Campeonato Carioca (1967, 1968)
Gérson, o "Canhotinha de Ouro"
O jogador pode ser incluído entre os melhores talentos de toda a história do futebol brasileiro. No Flamengo ganhou fama, mas foi no Botafogo que ganhou fortuna e grande posição na seleção brasileira, ao lado de craques como Jairzinho. Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo. Jogou no Botafogo entre 1963-1969, conquistou pelo Botafogo dois Torneios Rio-São Paulo (1964, 1966); dois Campeonatos Carioca (1967, 1968) e a Taça Brasil (1968)
Canhoto, grande sentido de organização e estratégia, era um técnico dentro de campo; lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um companheiro, daí o apelido de "Papagaio".
Manga, O melhor goleiro da história do Botafogo
Suas mãos ficaram marcadas pela dura vida de goleiro, goleiro de coragem, que urrava nos cruzamentos sobre a área avisando que estava na jogada. Urros de assustar os próprios companheiros. Suas mãos não se fechavam, mas Manga achava graça: “Ué, goleiro não tem de defender a bola com as mãos abertas? Então, fica mais fácil segurar a bola”, dizia.
Destacou-se no Botafogo na década de 60 onde jogou durante dez anos, tendo disputado a Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra como titular. Costumava dizer que em jogos contra o Flamengo, gastava adiantadamente o valor da premiação pela vitória sobre o rival, tamanha a certeza que a atleta tinha de um placar favorável à sua equipe.
O pernambucano Manga foi o maior goleiro da história do Botafogo. Veloz ao repor a bola e ágil debaixo das traves, fez muitos milagres pelo Glorioso. Na equipe de General Severiano, Levantou quatro Campeonatos Cariocas 1961/1962/967/1968, uma Taça Brasil (1968) e três Torneio Rio-São Paulo 1962/1964/1966. Manga adorava mexer com o brio do Flamengo clube contra o qual mais gostava de fechar o gol. Antes dos clássicos, costumava dizer que "o leite das crianças já estava garantido". O goleiro estreou pelo clube em julho de 1959, aos 22 anos de idade. Por seu estilo arrojado, teve as mãos deformadas devido a tanto trabalho.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Homenagem aos Ídolos em forma de canção
Alguns ídolos do clube, como Garrincha, Didi e Túlio Maravilha também receberam homenagem na música que promete ser o novo hit das arquibancadas depois de famosa "E ninguém cala", que já tornou-se um segundo hino alvinegro.
Letra do novo hit da Torcida Botafoguense:
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
Oh Botafogo, os teus ídolos são tantos
Didi, Garrincha, Nilton Santos
já vestiram esse manto
Oitenta e nove, foi o começo de uma era
acabando com a espera
é Maurício pra galera
Noventa e cinco, mais um ano de alegria
a tua estrela brilha
é gol de Túlio Maravilha
Dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo
Amarildo, "O Possesso"
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
CRÔNICA - Dia de Paulinho, Mané e João
Claro, com a cumplicidade - e que cumplidade - de Mané Garrincha, de Didi, de Nilton Santos, de Quarentinha, mas sobretudo do ungido pelos deuses, Paulinho Valentim, que dos seis marcou nada mais nada menos do que cinco gols, um deles de bicicleta, deixando para Mané o complemento do placar da maior e até hoje jamais igualada goleada numa final de campeonato no templo do futebol. Favorito da midia da época, o Fluminense do técnico Silvio Pirillo, que tinha um time mais compacto, uma campanha mais regular, entrou em campo com a vantagem do empate e com um ar de quem acreditava mesmo na sua "superioridade". Falava-se também que outro fator a favor do time das Laranjeiras estava justamente no comando: afinal Saldanha não era ainda reconhecido como técnico, mas apenas como um cartola que havia decidido fazer uma aventura, coisa que, diziam, só seria possível mesmo num clube dado a transgressões das formulas estabelecidas, a atos de rebeldia, até mesmo de "molecagens", como foi, é e será sempre o Botafogo.
Ironizavam as superstições de Carlito Rocha, como a que ele profetizou a conquista do título, quinze dias antes, após uma sofrida vitória de 2 a 1, no fim da partida contra o América, com dois gols do mesmo Paulinho. "Há 15 dias estávamos afastados do título, mas uma série de resultados negativos de outros clubes, nos trouxe de volta ao páreo. É notória a preferência de Deus pelo Botafogo", disse Carlito.
Esses erros de avaliação seriam fatais ao tricolor. E não houve nem tempo para o time de Castilho, Pinheiro, Telê, Valdo e Escurinho, perceber o que iria acontecer naqueles históricos 90 minutos; um show de dribles, jogadas e gols, iniciado logo aos três minutos, num genial lançamento de Didi para Paulinho, que matou a bola no peito, virou e colocou no canto. E assim foi no segundo, quando após uma série de dribles de Mané, ele tocou a bola para Paulinho entrar com ela dentro do gol do estupefato Castilho, aos 30 minutos. O terceiro, então, foi de arrepiar: Didi deu vários dribles nos tricolores, descobriu Mané na esquerda, em vez de estar na direita, passou-lhe a bola: Garrincha driblou o lateral direito Cacá, deixando-o batido, e chutou; Pinheiro deu rebote, a bola volta a Didi que toca agora para Nilton Santos, que faz um cruzamento perfeito pelo alto para Paulinho dar uma linda bicicleta ao estilo Leônidas Silva, aos 42 minutos. O Maracanã veio abaixo, a torcida alvinegra em euforia e êxtase, a tricolor sem querer acreditar que aquilo fosse verdade. Intervalo, Botafogo 3, Fluminense 0.
Nem o gol tricolor, marcado por Escurinho, que poderia ser uma esperança de reação, logo no inicio do segundo tempo abalou o Botafogo. A resposta veio fulminante e novamente com Paulinho Valentim, recebendo de Didi, dribando Pinheiro e fuzilando Castilho, aos 9 minutos. Aos 15 foi a vez de Mané marcar o seu, recebendo o lançamento de Pampolini, driblando Pinheiro duas vezes antes de estufar a rede tricolor. E Mané queria mais: depois de uma série de dribles desconcertantes em Clóvis e em seu marcador, Altair, cruzou para Paulinho marcar o seu quinto gol no jogo e o sexto do Botafogo, que nem sentiu ou viu Valdo diminuir a goleada para 6 a 2.
Era o primeiro título do Glorioso no Maracanã, inaugurado há sete anos, o primeiro e único de João Alves Jobim Saldanha, como técnico, o primeiro de Mané Garrincha pelo Botafogo. O prenúncio de uma nova era - e que era - que se abria para o futebol brasileiro, que viria a se confirmar no ano seguinte, na Suécia foi repisado no Chile em 1962, consagrado no México em 1970, nos Estados Unidos em 94 e na Coréia/Japão em 2002, o Brasil cinco vezes campeão mundial.
Mas nunca se pode esquecer que tudo começou ali, naquele 22 de dezembro de 1957, no Botafogo 6 x 2 Fluminense, com o show do time de Saldanha, emoldurado pelos dribles geniais de Mané e os cinco gols de Paulinho Valentim. .
Botafogo 6 x 2 Fluminense
Botafogo - Adalberto, Beto, Thomé, Servilio , Nilton Santos; Pampolini, Garrincha, Didi, Edson, Paulinho Valentim e Quarentinha. Técnico: João Saldanha
Fluminense - Castilho, Cacá, Pinheiro, Jair, Clóvis, Altair, Telê Santana, Robson, Valdo, Jair Francisco e Escurinho. Técnico: Silvio Pirillo
Gols: Paulinho Valentim (5), Garrincha, Escurinho e Valdo
Árbitro: Alberto da Gama Malcher
Crônica de José Antonio Gerheim
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